De acordo com os indícios coletados pela PF, a suposta falsificação do certificado de vacinação da família e da equipe do ex-presidente da República, tinha como objetivo viabilizar a entrada nos Estados Unidos de Bolsonaro, parentes e auxiliares do ex-presidente, driblando as exigências da imunização obrigatória.
Além de Mauro Cid, ajudante de ordens, a operação prendeu mais três outros nomes: o secretário municipal de Governo de Duque de Caxias (RJ), João Carlos de Sousa Brecha, o policial militar que atuou na segurança presidencial, Max Guilherme, e o militar do Exército e também segurança pessoal de Bolsonaro, Sérgio Cordeiro.
Os agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, em Brasília e no Rio de Janeiro, além de análise do material apreendido durante as buscas e realização de oitivas de pessoas que detenham informações a respeito dos fatos.
Segundo a PF, o objetivo do grupo seria “manter coeso o elemento identitário em relação a suas pautas ideológicas” e “sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a Covid-19”.
Bolsonaro teve seu celular apreendido, mas até o momento não forneceu a senha. A ex-primeira-dama inicialmente também não passou a senha, mas, posteriomente, autorizou acesso ao seu aparelho.
A Controladoria-Geral da União (CGU) vinha apurando a possibilidade de inserção de dados falsos no cartão de vacinação de Bolsonaro. Há suspeitas que dados de familiares tambem foram fraudados.
Ao longo de sua gestão, Bolsonaro se recusou a informar se tomou a vacina contra a Covid-19. Questionado por meio de Lei de Acesso à Informação, o governo impôs um sigilo de até cem anos aos dados sob a justificativa que isso se referia à vida privada do então presidente.
Após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomar posse, a CGU passou a revisar alguns casos de sigilo de cem anos imposto sob Bolsonaro. No caso dos dados de vacinação, contudo, o órgão de controle abriu uma investigação para apurar se houve fraude.
Em janeiro deste ano, um grupo de hackers divulgou um cartão de vacinação que supostamente seria de Bolsonaro. Nele constava o registro de uma dose da vacina contra a Covid-19, que teria sido aplicada em uma unidade de saúde em São Paulo, com data de 19 de julho de 2021.
(Com informações do Globo on-line)





