Irmã de Mestre Paulinho Sabiá é presa sob suspeita de mandar matar capoeirista em Niterói

Adriana Souza foi capturada por agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) nesta quarta-feira (8)

A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) prendeu, nesta quarta-feira (8), Adriana Souza Possobom Aragão de Miranda, suspeita de mandar matar o irmão, o capoeirista Paulo Cesar da Silva Souza, conhecido como Mestre Paulinho Sabiá. O crime ocorreu há dois meses, em Niterói, na Região Metropolitana.

A prisão contou com apoio de agentes do Segurança Presente Niterói, que cumpriram o mandado de prisão após levantamento de informações sobre o paradeiro de Adriana. A mulher foi encontrada no bairro Badu, na Região Oceânica, e conduzida para a sede da especializada, onde permanece presa.

As investigações avançaram após a prisão de Juan Nunes dos Santos, o Coelho ou Juan do Alemão, no último sábado (4). Segundo o delegado Willians Batista, responsável pelo caso, Juan havia indicado Adriana como mandante do homicídio.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito pilotava a motocicleta usada na emboscada. O homem responsável pelos tiros ainda é procurado.

Paulo Cesar da Silva Souza, conhecido como Paulinho Sabiá, de 65 anos | Reprodução

Sobre o crime

O crime ocorreu na noite de 18 de fevereiro, em Icaraí, na Região Metropolitana do Rio. Paulinho Sabiá, de 65 anos, foi morto a tiros a poucos metros da 77ª DP.

Na ocasião, segundo a Polícia Militar, o capoeirista estava no banco do carona de um carro conduzido por sua companheira quando o veículo parou no cruzamento das ruas Sete de Setembro e Lemos Cunha. Nesse momento, dois homens em uma moto se aproximaram e efetuaram disparos à queima-roupa.

Paulinho foi atingido por três tiros e morreu no local. Os criminosos fugiram em seguida. A DHNSG assumiu o caso e iniciou a análise de imagens de câmeras de segurança, além da oitiva de testemunhas.

Dois dias antes de ser morto, o capoeirista já havia sido alvo de uma tentativa de homicídio na Praia das Flexas, também em Niterói. Na ocasião, um homem chegou a apontar uma arma para a nuca da vítima, mas o disparo falhou.

Na época da morte, a irmã do capoeirista chegou a mencionar sobre o episódio:

“Como era carnaval, achou que pudesse ser brincadeira porque tinha muita gente. Mas viram uma pessoa subir numa motocicleta. E registraram o caso na delegacia. Infelizmente, a gente não conseguiu evitar que o pior acontecesse”, disse a familiar enquanto aguardava a liberação do corpo no Instituto Médico Legal (IML) do Barreto. 

O mestre de capoeira era um dos fundadores do Grupo Capoeira Brasil.

*Estagiária sub supervisão de Thiago Antunes

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