O ministro dos Esportes do Irã afirmou que o país não participará da próxima edição da Copa do Mundo da Fifa 2026, prevista para ocorrer nos Estados Unidos. A seleção iraniana já havia garantido vaga na competição.
Em pronunciamento na televisão estatal, o ministro Ahmad Donjamali afirmou que a decisão ocorre após o agravamento do conflito com Washington e a morte do líder supremo iraniano.
“Desde que este governo corrupto assassinou nosso líder, não temos a menor intenção de participar da Copa do Mundo”, declarou.
A posição foi divulgada pela agência alemã Frankfurter Allgemeine Zeitung. Segundo Donjamali, o país enfrenta “medidas malignas” que teriam levado o Irã a duas guerras recentes e provocado a morte de milhares de cidadãos.
Tensão diplomática e posição da Fifa
Na terça-feira (10), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, sobre a possibilidade de participação iraniana no torneio. Na ocasião, Trump afirmou que não haveria impedimentos para a presença da equipe no país.
A declaração do governo iraniano, porém, indica que a desistência partiria do próprio país.
Escalada militar no Golfo
O anúncio ocorre em meio ao aumento das tensões no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Autoridades iranianas afirmaram que navios ligados aos Estados Unidos, a Israel e a seus aliados poderão ser considerados “alvos legítimos” na região.
Nas últimas horas, ao menos três embarcações foram atingidas por projéteis no Golfo Pérsico, segundo a agência marítima britânica UK Maritime Trade Operations.
Desde o início do conflito regional, mais de uma dezena de incidentes envolvendo navios comerciais foi registrada na área, elevando o temor de interrupções no comércio global de energia e pressionando os preços do petróleo nos mercados internacionais.






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