Investigações sobre uso de recursos de emenda PIX avançam e podem resultar num escândalo nacional, envolvendo também prefeituras fluminenses

Uma fonte com trânsito em instância de poder da capital federal revelou à Agenda do Poder que o caso é grave e com  potencial devastador.

RICARDO BRUNO

O Brasil pode ser sacudido nos próximos meses por um escândalo de grandes proporções, com extensão e capilaridade maior do que a finada operação Lava Jato. A essência das investigações, em curso no Ministério Público Federal e na Polícia Federal, é a chamada emenda PIX, mecanismo pelo qual parlamentares fazem transferência de valores do orçamento diretamente para prefeituras e estados, sem qualquer  transparência tampouco rastreabilidade.

Uma fonte com trânsito em instância de poder da capital federal revelou à Agenda do Poder que o caso é grave e com  potencial devastador. Incialmente, foram detectados alguns indícios de irregularidades graves  no Nordeste e no Sudeste, mas é muito provável que a prática supostamente criminosa tenha  se espraiado por todo país.

O estado do Rio não está fora do radar do MPF. Transferências, via emenda PIX, para prefeituras fluminenses começaram a ser escrutinadas pelas autoridades. As primeiras revelações são preocupantes. Há fortes indícios de corrupção e uso inadequado de recursos públicos.

O número de cidades monitoradas deve aumentar, já que a área técnica da PGR (Procuradoria-Geral da República) aponta que mais de 4.000 municípios receberam essas emendas. No ano passado, estavam disponíveis R$ 7,6 bilhões do Orçamento para essa modalidade de transferência.

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