O novo boletim do Ministério da Saúde divulgado no fim da tarde deste domingo (5) indica que a crise de intoxicações por metanol já soma 225 notificações em todo o país, sendo 16 confirmadas e 209 ainda sob investigação. Os dados, consolidados pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (Cievs), consideram registros enviados pelos estados até as 16h de hoje.
A maior parte dos casos está concentrada em São Paulo, com 14 confirmações e 178 suspeitas. Paraná, com dois casos, é o único estado fora de SP com confirmações. Ao todo, 13 estados têm notificações, incluindo o Rio de Janeiro, que mantém um caso suspeito. Bahia e Espírito Santo deixaram a lista após terem ocorrências descartadas.
Segundo o Ministério da Saúde, 15 mortes estão associadas à intoxicação, sendo duas confirmadas em São Paulo e 13 em investigação em cinco estados.
Em resposta à crise, a pasta informou que iniciou o envio de 580 ampolas de etanol farmacêutico, usado como antídoto, a unidades que pediram reforço. Também foi firmado contrato para a compra de 2,5 mil frascos de fomepizol, medicamento importado do Japão que deve chegar ao Brasil na próxima semana.
Riscos e orientações
O metanol é um álcool industrial altamente tóxico, presente em solventes e combustíveis, que vem sendo usado para adulterar bebidas, principalmente pela semelhança em cheiro e aparência com o etanol, utilizado na produção. A ingestão, mesmo em pequenas quantidades, pode causar náuseas, vômitos, dor de cabeça, visão turva, cegueira permanente, convulsões, coma e morte.
A orientação das autoridades de saúde é que qualquer pessoa que apresente esses sintomas após consumir bebida alcoólica procure imediatamente um serviço de emergência. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, chegou a fazer um alerta para que a população fique atenta a fatores de risco, evitando o consumo de bebidas sem procedência ou com preço muito abaixo do mercado.






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