Internações de crianças com Covid19 em São Paulo batem recordes para período de 30 dias

A onda de contágio da Ômicron, nova cepa do coronavírus, motivou recordes de infecções em todo o mundo. Gestores de hospitais de referência ao público infantil na cidade de São Paulo informaram que a variante também elevou a patamares inéditos os atendimentos e as internações para tratamento da Covid-19 de crianças de até 12 anos.…

A onda de contágio da Ômicron, nova cepa do coronavírus, motivou recordes de infecções em todo o mundo. Gestores de hospitais de referência ao público infantil na cidade de São Paulo informaram que a variante também elevou a patamares inéditos os atendimentos e as internações para tratamento da Covid-19 de crianças de até 12 anos.

No Hospital Municipal Menino Jesus, na Bela Vista, região central de São Paulo, foram internadas 12 crianças por coronavírus somente até ontem (12/1). Trata-se de um novo recorde para o período de um mês no centro médico. Antes, o mês mais movimentado tinha sido março do ano passado, quando 10 crianças ficaram internadas por lá.

“Não tenho dúvida de que esse aumento está ligado à Ômicron, que se espalha com mais facilidade e está infectando até muita gente vacinada”, avalia o pediatra Antônio Carlos Madeira de Arruda, 75 anos, superintendente médico do Hospital Municipal Menino Jesus.

Das 12 internações em janeiro no hospital, cinco crianças já tiveram alta. Ainda restam internados dois bebês com 2 meses de idade, duas crianças de 2 anos, uma criança de 1 ano e um adolescente de 13 anos. Todos são monitorados na enfermaria. “Na maioria das vezes, crianças de pouca idade tem quadros muito leves”, afirmou Arruda.

O atendimento e a internação por Covid-19 também bateram recordes neste janeiro no Hospital Sabará, na região central de São Paulo, de atendimento privado exclusivo a crianças e adolescentes de até 18 anos. Só em um plantão deste mês, houve 38 casos diagnosticados, de acordo com o infectologista Francisco Ivanildo de Oliveira Júnior, gerente de qualidade assistencial e infectologista do local.

“Internação tem variado entre duas e três por dia. São casos de baixa gravidade, nenhum que precise de UTI. A situação agora é pior do que o pico que vivemos em março do ano passado”, afirmou Júnior.

(Com informações do Metrópoles)

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