O Instagram sinalizou uma publicação da atriz Regina Duarte sobre as chuvas no Rio Grande do Sul como fake news. No post, publicado na última segunda-feira, a atriz afirma que o Governo Federal não aceita doações de Portugal para o estado afetado por chuvas e enchentes desde o fim de abril.
Na legenda, Regina questiona a suposta conduta do governo, dizendo “não entender por que razões o governo brasileiro não aceita a ajuda humanitária aos brasileiros do Rio Grande do Sul” e pergunta: “Será que ainda não caiu a ficha de que estamos vivendo uma guerra?”.
Após a publicação, a rede social utilizou uma checagem feita pela Agência Lupa para confrontar as informações divulgadas pela atriz. “Informação falsa. Checada por verificadores de fatos independentes”, diz o alerta que aparece sobre a imagem.
De acordo com a checagem da agência, ao contrário do que Regina Duarte afirma, o Governo Federal já havia se manifestado publicamente favorável a receber apoio de Portugal. Inclusive, as maneiras de transportar os itens doados ao Brasil já estão sendo articuladas.
Em março deste ano, a coluna do jornalista Ancelmo Gois, do Globo, divulgou que o Juizado Especial Cível da Lagoa, no Rio de Janeiro, condenou a atriz a pagar R$ 30 mil de indenização em processo movido pela diretora e roteirista Janaina Diniz Guerra, devido ao uso inapropriado de uma imagem de sua mãe, Leila Diniz.
Em dezembro de 2022, Regina postou um vídeo que reproduzia um discurso de Jair Bolsonaro em defesa do golpe militar e da ditadura militar. Em determinado momento, quando dizia que “1964 foi uma exigência da sociedade” e que “as mulheres nas ruas pediam o restabelecimento da ordem”, a imagem que ilustra é a fotografia emblemática de 1968 das atrizes Eva Todor, Tônia Carrero, Eva Wilma, Leila Diniz, Odete Lara e Norma Bengell em protesto contra a censura na ditadura.
Regina foi condenada a retirar o vídeo de suas redes sociais em 48 horas, sob pena de multa diária de R$ 1 mil, além de retratar-se devidamente com a publicação em todas as suas redes de um vídeo explicitando que Leila Diniz nunca apoiou a ditadura militar e que a fotografia utilizada foi feita em um contexto de oposição ao regime e à censura.
No início do ano passado, o Instagram pôs um alerta no perfil da atriz e ex-secretária da Cultura no governo Bolsonaro sob justificativa de desinformação. O usuário, ao tentar seguir o perfil da atriz, recebia uma mensagem dizendo que a conta dela costuma publicar fake news: “Esta conta publicou repetidamente informações falsas que foram analisadas por verificadores de fatos independentes ou que eram contra nossas Diretrizes da Comunidade”.
Em seu perfil, Regina já duvidou que o povo yanomami esteja passando fome, disseminou mentiras sobre a eficácia das vacinas e questionou, sem qualquer embasamento, a transparência do processo eleitoral brasileiro. Além das informações falsas, ela também publicou ataques a minorias sociais como transexuais, não binários e a população negra. A disseminação de discursos de ódio é proibida pelas regras do Instagram.
Com informações de O Globo.





