Insensato, Bolsonaro critica medidas de Witzel: “O Rio não é país”

Em mais uma investida insensata de conteúdo político beligerante, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), criticou hoje as rigorosas medidas do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), de proteção aos moradores do Rio diante da ameaça de propagação do coronavírus. Disse que o Rio não é outro país ao se referir…

Em mais uma investida insensata de conteúdo político beligerante, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), criticou hoje as rigorosas medidas do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), de proteção aos moradores do Rio diante da ameaça de propagação do coronavírus. Disse que o Rio não é outro país ao se referir a determinação de suspensão da chegada de voos de estados onde forem confirmadas contaminações pelo novo coronavírus.

Bolsonaro reforçou a posição da Anac de que a competência para o assunto é do Governo Federal e disse que as medidas do Rio de Janeiro estão destoando do restante do país. O presidente ainda fez críticas, sem especificar, a outros governos estaduais.

“Eles vão querer jogar a responsabilidade em mim…. A economia está parando, está parando. Estão tomando medidas, no meu entender, exageradas. Fechar aeroporto no Rio de Janeiro. Não compete a ele meu Deus do céu. A Anac está à disposição. Vi o decreto do governador do Rio e confesso que fiquei preocupado, parece que o Rio de Janeiro é um outro país. Não é outro país. É uma federação”, disse.

Em seu decreto, Witzel cita os seguintes estados que passariam a sofrer restrições de aterrissagem e chegada por via terrestre ao Rio: “São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Distrito Federal e demais estados em que a circulação do vírus for confirmada ou situação de emergência decretada”. Para Bolsonaro, é preciso ter harmonia nas medidas contra a disseminação do novo coronavírus no Brasil. “Tem certos governadores, criticando de novo, que estão tomando medidas extremas, que não competem a eles. Fechar aeroporto, fechar rodovias, não compete a eles. Fechar shopping etc, fechar feira… Se o comércio para, o pessoal não tem o que comer”, disse

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