Governadores são o novo alvo do setor produtivo na busca pela isonomia tributária com mercadorias importadas. Convencidos de que não será possível mudar no Senado a alíquota do imposto sobre as compras até US$ 50, fixada em 20% pela Câmara depois da negociação com o governo, indústria e varejo se organizam para recompor com o imposto estadual, o ICMS, a tributação que lhes parece justa para deter o que consideram uma concorrência desleal. Segundo uma fonte próxima às negociações, a ideia seria chegar a um percentual de 45%, somada a taxa da União à estadual.
A proposta, segundo informações da jornalista Miriam Leitão, no Globo, seria negociada na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), colegiado formado pelos secretários de Fazenda, Finanças ou Tributação dos estados e do Distrito Federal, presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A próxima reunião do conselho está marcada para 5 de julho, mas a mobilização nos bastidores já começou.





