Um mês após o incêndio que matou duas pessoas no Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio, ainda não há conclusões sobre a causa do incidente nem sobre eventuais responsabilidades. O centro comercial foi reaberto no dia 16 de janeiro, mas segue operando parcialmente, com áreas interditadas e lojas fechadas.
Apesar da reabertura, frequentadores ainda relatam cheiro de fumaça no interior do shopping. A administração tentou minimizar o odor com a instalação de um difusor aromático de canela nas portas automáticas. O subsolo e parte do primeiro piso, onde ficam ao menos 14 lojas, continuam interditados pela Defesa Civil.
Segundo o Corpo de Bombeiros, uma nova atualização oficial sobre o andamento das vistorias e possíveis resultados da perícia deve ser divulgada até esta quarta-feira (4).
Curto-circuito é uma das hipóteses
Apenas com a conclusão da perícia será possível esclarecer a origem do incêndio no Shopping Tijuca. Uma das hipóteses investigadas é a de curto-circuito no sistema de ar-condicionado da loja Bell’Art, localizada no subsolo. Investigadores também apuram se os protocolos de segurança foram cumpridos, se houve demora no acionamento dos bombeiros e se o plano de evacuação foi executado corretamente.
Outro ponto central da investigação é se a administração do shopping poderia ter adotado medidas preventivas diante de riscos já identificados em uma vistoria de rotina, realizada poucos dias antes do incêndio. O relatório dessa inspeção, elaborado em 27 de dezembro, apontava a presença de materiais combustíveis em áreas técnicas, detectores de incêndio inoperantes e armazenamento de produtos acima da altura permitida pelos sprinklers.
O documento foi assinado pelo supervisor Anderson Aguiar do Prado e pela brigadista Emellyn Silva Aguiar, ambos mortos no incêndio ocorrido na noite de 2 de janeiro.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o subsolo apresentou danos relevantes aos sistemas de combate a incêndio, incluindo hidrantes e chuveiros automáticos, além de comprometimento de elementos estruturais da edificação.
A Defesa Civil reforçou que a liberação total do Shopping Tijuca só ocorrerá após a recuperação completa das áreas afetadas, com o pleno funcionamento dos sistemas de segurança contra incêndio e pânico e a eliminação de todas as condições de risco identificadas nas vistorias.






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