Incêndio no Shopping Tijuca afeta moradores, comércios no entorno e rotina do bairro

O estabelecimento comercial permanece fechado, sem previsão de reabertura

O incêndio que atingiu o Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio, na última sexta-feira (2), segue provocando impactos diretos na rotina de comerciantes e moradores do entorno. O estabelecimento comercial permanece fechado, sem previsão de reabertura, ainda com militares do corpo de bombeiros atuando no rescaldo nesta segunda-feira (5).

Segundo o presidente da Associação Empresarial e de Moradores Nova Tijuca, João Alberto, moradores que vivem nas imediações precisaram manter portas e janelas fechadas por causa da fumaça. Em alguns casos, houve quem deixasse temporariamente as residências.

“Os moradores que puderam saíram para a casa de parentes, porque a fumaça realmente estava incomodando. O comércio do entorno está funcionando apenas nas áreas que não ficam viradas para o shopping. Pelo menos até ontem era assim. Aquele comércio todo da Rua Engenheiro Enaldo Cravo Peixoto ficou fechado e continua hoje, mas a parte do chamado off-shopping, voltada para o lado oposto do shopping, está funcionando normalmente”, detalha.

A Rua Engenheiro Enaldo Cravo Peixoto permanece interditada, assim como um trecho da Avenida Maracanã, na altura da Rua Barão de Mesquita, segundo o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio). As interdições, somadas ao fechamento do shopping, reduziram significativamente a circulação de pessoas na região.

“Tem uma baixa de circulação, porque a própria superprefeitura está pedindo que as pessoas evitem circular ali, na Avenida Maracanã. Uma via principal, que causa um certo transtorno. Para o outro lado, é um período de redução natural do fluxo de trânsito, em função do período de férias”, observou João Alberto.

O fogo, segundo a administração do shopping, começou na loja Bell’Art, que fica no subsolo e comercializa artigos de decoração. Dois brigadistas morreram durante a evacuação do local. Três pessoas também ficaram feridas.

Queda no movimento

Os reflexos no comércio já começaram a ser sentidos. De acordo com o presidente da associação, a queda no movimento foi perceptível ao longo do fim de semana, especialmente devido às orientações das autoridades para evitar a área afetada.

“A questão de queda de movimento, a gente está começando a apurar hoje com os comerciantes, mas no final de semana aconteceu sim, até por um pedido das autoridades, as pessoas não ficaram ali no entorno, a fumaça estava atrapalhando”, afirmou.

Vistoria técnica

Ainda segundo João Alberto, a associação mantém contato constante com os órgãos públicos enquanto o Corpo de Bombeiros segue no local realizando o trabalho de rescaldo, que já dura mais de 60 horas.

“Assim que eles [bombeiros] puderem, acredito que amanhã, vão liberar para a vistoria da Polícia Civil e Defesa Civil. O shopping só vai ser liberado após essa análise, reforma do que for preciso para que ele seja reaberto com total segurança”, conclui.

Os bombeiros identificaram uma laje deformada durante a vistoria. No entanto, a Defesa Civil Municipal fará uma análise mais minuciosa após o encerramento completo do trabalho de rescaldo feito pelos militares.

“Um trabalho complexo, considerando que as chamas estavam no mezanino do subsolo, uma área de difícil acesso, mas conseguimos efetuar o combate. Prosseguimos com nossos trabalhos, acreditamos que vamos atuar ainda por alguns dias. No momento estamos fazendo o rescaldo, basicamente realizando a extração da fumaça e o resfriamento do local. Cerca de 50 bombeiros militares estão atuando aqui, foram acionadas cinco unidades e sete viaturas, além dos nossos equipamentos de combate ao incêndio”, disse o secretário de Estado de Defesa Civil e comandante-geral do CBMERJ, coronel Tarciso Salles.

Evacuação

Em nota, a administração do Shopping Tijuca informou que cerca de 7 mil pessoas foram evacuadas com segurança no dia do incêndio e que todos os equipamentos e protocolos exigidos por lei foram cumpridos.

Segundo o comunicado, a brigada do shopping conseguiu retirar o público do subsolo em poucos minutos e, em cerca de 30 minutos, todas as pessoas já haviam deixado o local sem tumultos.

O shopping afirmou ainda que conta com 11 saídas de emergência e que tem prestado assistência às famílias das vítimas: a brigadista Emellyn Silva Aguiar Menezes e o supervisor de brigada Anderson Aguiar do Prado, mortos durante o combate às chamas. A administração destacou que os dois atuaram de forma decisiva para preservar vidas.

Brigadista Emellyn Silva Aguiar Menezes e o supervisor de brigada Anderson Aguiar do Prado | Reprodução

A administração informou que não há, até o momento, atualização sobre o prazo para o encerramento das atividades nem previsão para a reabertura do shopping. A retomada das operações, segundo o comunicado, só ocorrerá após a conclusão das perícias e das vistorias dos órgãos competentes.

Investigações

A investigação está em andamento na 19ª DP (Tijuca). Segundo a Polícia Civil, a perícia foi realizada no local e os peritos analisam as informações.

“Agentes realizam outras diligências para apurar as circunstâncias do incêndio”, diz a nota.

Veja a nota completa

“O Shopping Tijuca informa que, após o incêndio na loja Bell’Art, nosso time conseguiu evacuar cerca de 7 mil pessoas com total segurança. Os equipamentos para combate a incêndios exigido por legislação estavam disponíveis e todos os protocolos de emergência foram cumpridos, inclusive com acionamento de sirenes.

A brigada do shopping atuou de forma rápida, conseguindo evacuar a loja e o andar onde ela se encontrava (subsolo) em poucos minutos, até a chegada dos bombeiros. Em aproximadamente 30 minutos, todas as pessoas tinham sido retiradas em segurança, sem tumultos ou ferimentos decorrentes de correria.

Os esforços foram coordenados pela brigada, funcionários, equipe de segurança e bombeiros, que atuaram de forma ativa na orientação do público. O Shopping Tijuca conta com 11 pontos de saída de emergência, além de portarias e rotas de fuga dimensionadas e aprovadas conforme as normas técnicas e exigências do Corpo de Bombeiros.

Desde o primeiro momento, nossa prioridade tem sido dar toda a assistência às famílias da brigadista Emellyn Aguiar e do supervisor de mall Anderson Paiva, além de apoiar nossos colaboradores envolvidos. Eles são heróis e, junto ao time, foram fundamentais para que muitas vidas fossem preservadas.

Todas as ações foram conduzidas com atuação técnica, rápida e decisiva do Corpo de Bombeiros, que liderou a operação no local, contando com total suporte e cooperação do shopping para garantir a segurança das pessoas e a eficiência dos trabalhos. O shopping mobilizou:

  • 40 equipamentos adicionais de ventilação e exaustão de fumaça, trazidos com o apoio de shoppings parceiros da região;
  • 10 bombas para drenagem;
  • 2 retroescavadeiras para auxiliar em aberturas de pontos de acesso e intervenções externas nas paredes do shopping;
  • Rede de sprinklers e hidrantes que abrange todo o empreendimento;
  • Pontos de alimentação elétrica;
  • Abastecimento contínuo de água, inclusive com caminhões pipa, permitindo que os bombeiros pudessem atuar com mais agilidade e segurança.

Até o momento, no entanto, não há atualização sobre o prazo para encerramento dessas atividades nem previsão para a reabertura do shopping. A retomada das operações ocorrerá somente após a conclusão de todos os procedimentos de perícia e vistoria pelos órgãos competentes. É um trabalho árduo e minucioso, com o objetivo de garantir a segurança total para o retorno das operações.

As causas do incêndio no mezanino da loja Bell’Art, que funcionava no subsolo, serão conhecidas após a investigação policial e o shopping permanece à inteira disposição das autoridades para colaborar”.

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