Incêndio florestal obriga milhares de moradores de Malibu, na Califórnia, a deixarem suas casas

Até esta terça-feira, fogo consumiu mais de mil hectares; não está claro quantas casas foram atingidas pelas chamas

Milhares de moradores do sul da Califórnia, nos Estados Unidos, receberam ordens das autoridades para deixarem suas casas devido a um incêndio florestal no luxuoso bairro de Malibu. As chamas do fogo, intensificadas pelo vento à beira-mar, queimaram perto de mansões de celebridades, fazendas de cavalos e da Universidade Pepperdine.

O incêndio, denominado “Franklin”, teve início na noite de segunda-feira, 10, por causas ainda desconhecidas e, até a tarde desta terça, 11, havia consumido cerca de 1.100 hectares. Um “número mínimo” de casas queimou, mas a quantidade exata não foi imediatamente conhecida, disse o chefe do Departamento de Bombeiros do Condado de Los Angeles, Anthony C. Marrone.

Apesar dos esforços dos bombeiros, o incêndio está fora de controle, informaram as autoridades. Cerca de 18 mil pessoas e 8.100 edificações estão ameaçadas pelas chamas, explicou o xerife do condado de Los Angeles, Robert Luna.

O fogo atingiu parte de Malibu, uma comunidade de cerca de 10 mil pessoas na extremidade oeste de Los Angeles, famosa por seu cenário deslumbrante de penhascos à beira-mar e por ser um bairro onde muitas celebridades americanas vivem.

A Universidade de Pepperdine, próxima à área afetada, ficou cercada pelas chamas e cerca de 800 estudantes que estavam ali tiveram que se refugiar na instituição. As aulas na universidade e em outros centros de ensino da região foram suspensas até novo aviso.

Cerca de 48 mil pessoas também ficaram sem energia elétrica, depois que o serviço foi afetado pelas chamas.

As autoridades abriram dois abrigos temporários para os deslocados, interromperam várias rodovias e mobilizaram uma operação de porta a porta para instar os moradores a abandonarem a área de risco.

O incêndio ocorreu em meio a condições perigosas de incêndio devido aos ventos de Santa Ana, que devem durar até quarta-feira. Na tarde desta terça-feira, os meteorologistas disseram que os ventos mais fortes haviam passado, mas o perigo permanecia — especialmente nas montanhas — até esta quarta-feira.

Com informações do jornal Estado de São Paulo, Estadão

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