Nove vítimas do incêndio na fábrica Maximus, em Ramos, na Zona Norte do Rio, seguem internadas em estado grave. O incêndio ocorreu na última quarta-feira e atingiu o imóvel onde eram confeccionadas fantasias para escolas da Série Ouro do carnaval carioca.
Oito pacientes estão no Hospital estadual Getúlio Vargas, enquanto o nono recebe atendimento no Hospital municipal Souza Aguiar. Exames revelaram a presença de fuligem nos pulmões dos internados, um indicativo da gravidade da intoxicação causada pela inalação de fumaça.
A tragédia trouxe à tona as precárias condições de segurança no setor carnavalesco. A fábrica não possuía licença do Corpo de Bombeiros e armazenava grande quantidade de materiais inflamáveis, como tecidos, isopor e plásticos, sem extintores ou saídas de emergência adequadas. Durante o resgate, bombeiros precisaram utilizar um alicate hidráulico para cortar grades e liberar os trabalhadores encurralados.
Muitos operários dormiam no local
Funcionários relataram que muitos dormiam no local devido à alta demanda de produção às vésperas do carnaval. Uma delas, identificada apenas como Roberta, contou à TV Globo que estava se preparando para tomar banho quando as chamas começaram, por volta das 7h30. Ela estava na fábrica desde segunda-feira.
Ao todo, 21 pessoas foram socorridas e levadas para cinco hospitais, a maioria com sinais de intoxicação. A investigação sobre as causas do incêndio segue em andamento.
Com informações de O Globo
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