Inadimplência de aluguel cresce no Rio e supera média nacional

Taxa chegou a 3,92% em maio, acima dos 3,22% registrados no país; imóveis comerciais seguem com maior índice de atrasos

A inadimplência no pagamento de aluguéis voltou a crescer no Rio de Janeiro em maio e permaneceu acima da média nacional. Segundo o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), divulgado pela Superlógica, a taxa no estado atingiu 3,92%, alta de 0,15 ponto percentual em relação a abril, quando o índice era de 3,77%.

Na comparação com maio de 2025, o indicador permaneceu praticamente estável. No mesmo período do ano passado, a taxa era de 3,93%, diferença de apenas 0,01 ponto percentual. Já a média nacional ficou em 3,22% no quinto mês do ano.

Para o diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, Manoel Gonçalves, ainda é cedo para afirmar que há uma tendência de alta, mas o cenário exige atenção.

“Embora maio tenha registrado uma alta pontual, ainda é cedo para determinar se haverá uma tendência de crescimento. O estado permanece acima da média nacional, e isso merece atenção, pois inflação e juros continuam pressionando os gastos fixos das famílias e podem comprometer a capacidade de pagamento dos locatários”, afirmou.

Imóveis comerciais lideram inadimplência

No Sudeste, os imóveis comerciais continuam apresentando a maior taxa de inadimplência, com 4,16% em maio, frente aos 3,92% registrados em abril.

As casas aparecem na sequência, com índice de 3,62%, enquanto os apartamentos registraram 2,27%, ambos com crescimento em relação ao mês anterior.

Nordeste segue com maior índice do país

Entre as regiões brasileiras, o Nordeste manteve a liderança no ranking de inadimplência, com taxa de 5,39%. Em seguida aparecem o Norte (4,38%), Sudeste (3,15%), Centro-Oeste (2,85%) e Sul (2,67%), que segue com o menor índice nacional.

Aluguéis mais altos também preocupam

O levantamento também mostra aumento da inadimplência entre imóveis de maior valor. Nos contratos residenciais com aluguel acima de R$ 13 mil, a taxa saltou de 4,52% para 6,16% entre abril e maio. Já nos imóveis comerciais dessa faixa, o índice passou de 4,43% para 4,90%.

Segundo Manoel Gonçalves, esse segmento preocupa administradoras e imobiliárias pelo impacto financeiro das dívidas.

“Quem aluga um imóvel acima de R$ 13 mil geralmente possui renda elevada, mas grande parte desse público é formada por empresários e empreendedores, que enfrentam hoje custos maiores, crédito caro e um ambiente econômico mais desafiador”, explicou.

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