A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga Benjamin Roberto Lima dos Santos, suspeito de ter simulado um sequestro relâmpago para aplicar um golpe contra instituições financeiras e seguradoras. O caso foi registrado na 41ª DP (Tanque), na Zona Oeste da capital, e teve desdobramentos após a descoberta de contradições no relato apresentado pelo investigado. As informações são do portal g1.
Segundo o boletim de ocorrência feito no início de maio, Benjamin afirmou que havia sido abordado por criminosos ao sair de uma agência bancária, na região da Cidade de Deus, após sacar R$ 5,4 mil. No relato inicial, ele disse ter sido forçado a entrar no próprio carro, onde os supostos sequestradores teriam exigido transferências bancárias e compras com cartão de crédito no valor de cerca de R$ 7 mil. Ainda segundo ele, os criminosos levaram seu dinheiro em espécie, celular, relógio e pertences pessoais.
O homem alegou que estava acompanhado da namorada, que também teria sido feita refém. Ambos teriam sido liberados posteriormente na Cidade de Deus, com o carro devolvido.
As investigações, no entanto, revelaram inconsistências. Ao rastrear imagens de câmeras de segurança, os policiais constataram que Benjamin, no horário em que dizia estar sequestrado, estava na verdade saindo de casa e indo a um estabelecimento comercial, onde comprou um celular de alto valor. Nenhuma imagem confirmou a presença de criminosos ou qualquer situação de rendição.
No último dia 15 de maio, confrontado com as provas, Benjamin retornou à delegacia e confessou que havia mentido. Disse que estava enfrentando dificuldades financeiras e que agiu por impulso, na tentativa de se beneficiar com o ressarcimento de seguros e o cancelamento das transações.
O delegado responsável pelo caso, Ricardo Barbosa, confirmou a confissão e apontou o custo causado pela falsa denúncia. “No decorrer das diligências, verificamos algumas inconsistências no relato dele. Verificarmos que no momento em que, supostamente, ele estaria subjugado pelos marginais, ele estava no estabelecimento comercial, num imóvel comercial, realizando compras”, explicou o delegado.
Barbosa afirmou ainda que vai solicitar à Procuradoria que Benjamin seja obrigado a ressarcir os custos das diligências feitas pela polícia. O suspeito agora responde pelos crimes de falsa comunicação de crime e estelionato.
A suposta namorada mencionada por ele no registro inicial também seria uma invenção, de acordo com a investigação. O caso segue em andamento e pode gerar novas implicações legais, caso sejam confirmadas tentativas de fraude contra empresas financeiras.





