Homem relata racismo no Leblon

Vítima fez forte desabafo nas redes sociais: ‘Todo dia um caso assim’

Um vendedor autônomo foi vítima de racismo no Leblon, Zona Sul do Rio, nesta quarta-feira (30). A vítima relatou que aguardava em um triciclo a abertura do sinal da Avenida Delfim Moreira, uma das mais movimentadas do bairro, quando uma mulher disse: “ciclista também tem que respeitar a faixa de pedestre”. O jovem respondeu apenas rindo e comentando “ai, meu Deus” quando, segundo ele, a mulher gritou: “vai, macaco!”. Assista ao vídeo, publicado na página Blitz RJ:

https://www.instagram.com/p/DJHXALaOzpS/?igsh=MXNtenV5Yzh2enRkaA%3D%3D

“Na hora, eu virei e fui atrás dela. Falei: ‘O que você disse aí?’” Nas imagens, o homem questiona a mulher, que o filma. “Me chama de macaco de novo. Vai, me chama de macaco igual você me chamou ali. Tomar no c…, piranha, estou trabalhando”, diz ele. Ela, então, abre a porta de um carro estacionado na calçada, pedindo socorro. “Sai de perto do moço. A polícia vai ter que vir”, continua a vítima. Logo depois, a mulher entra em um carro de outro homem, que pede calma para o vendedor.

“A gente vê isso aí todo dia. Todo dia é um caso de racismo. É entrar em uma loja e o segurança seguir a gente. Não encostei a mão nela, mas racista tem que ser tratado com fogo e porrada. Pensei na hora em levá-la para a delegacia, isso é crime. Vem um otário que não sabe nem o que está se passando e tira a mulher da cena do crime. Ele ainda disse: ‘não tenho nada a ver com isso’. Como não tem nada a ver com isso se ele se mete em um bagulho que não é seu? E se ela é uma assassina fugindo? Para mim, racista tem que ser tratado com fogo e porrada. E eu não vou em nenhuma delegacia para ser só mais um na estatística, perdendo meu tempo”, lamentou o autônomo.

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