A polícia indiciou nesta terça-feira (17) o homem que foi filmado com a mão na área genital dentro de um ônibus na Zona Sul do Rio. Ele foi indiciado por importunação sexual após ser flagrado por uma jovem de 18 anos que gravou um vídeo denunciando o comportamento dentro do coletivo.
Identificado pela Polícia Civil como João Victor Raphael Freitas, o suspeito prestou depoimento na 15ª DP (Gávea) nesta terça-feira (17). Ele confirmou que é a pessoa que aparece nas imagens, mas afirmou que só vai se manifestar sobre o conteúdo do vídeo em juízo. O inquérito já foi concluído e encaminhado à Justiça.
Segundo a vítima, o homem teria exposto o órgão genital dentro do ônibus da linha 565 (Tanque x Gávea) e tentou esconder a ação ao perceber que estava sendo filmado. Em depoimento mais recente, ela reforçou que ele utilizou a camisa para encobrir o ato no momento da gravação.
O episódio aconteceu na manhã do dia 10. A jovem contou que havia acabado de sair da escola e embarcou no coletivo, que estava vazio. O homem sentou ao lado dela e iniciou uma conversa simples, perguntando as horas. Pouco depois, ela percebeu o comportamento suspeito.
Ao notar a situação, a jovem decidiu registrar as imagens. Assustada, desceu do ônibus rapidamente na altura da Barra da Tijuca. Segundo o relato, o homem ainda tentou impedir que ela deixasse o veículo.
O vídeo foi publicado horas depois e ultrapassou 700 mil visualizações em cerca de uma hora, gerando grande mobilização nas redes sociais. A jovem afirmou que demorou a divulgar as imagens por medo de represálias.
Após o depoimento do suspeito na semana passada, a vítima desabafou nas redes sociais e cobrou justiça. Ela destacou que muitas mulheres passam por situações semelhantes e, por medo, acabam não denunciando.
A delegada titular da 15ª DP, Daniela Terra, informou que o caso segue sob análise judicial e fez um apelo para que outras possíveis vítimas do mesmo homem procurem a delegacia.
Ameaças após exposição
O investigado também procurou a polícia para relatar que passou a receber ameaças depois que seu nome e endereço foram divulgados nas redes sociais. Segundo ele, mensagens intimidatórias incluíam familiares, o que o levou a deixar a Zona Sul e se deslocar para a Baixada Fluminense.
Em meio à repercussão, internautas apontaram que o homem teria vínculo com a PUC-Rio. Em nota, a universidade informou que repudia qualquer forma de assédio e que, caso a ligação seja confirmada, adotará as medidas cabíveis, além de colaborar com as investigações.






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