Homem-bomba da Lava Jato do Rio fez gravações com diálogos explosivos

Homem-bomba da Lava Jato do Rio, o advogado Nythalmar Dias Ferreira revelou a colegas um aperitivo de sua delação ao Ministério Público. Mostrou gravações com diálogos comprometedores, graves pela natureza antirrepublicana, com integrantes da operação em sua versão fluminense. Segundo Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o criminalista, que responde a uma ação no STJ,…

Homem-bomba da Lava Jato do Rio, o advogado Nythalmar Dias Ferreira revelou a colegas um aperitivo de sua delação ao Ministério Público. Mostrou gravações com diálogos comprometedores, graves pela natureza antirrepublicana, com integrantes da operação em sua versão fluminense.

Segundo Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o criminalista, que responde a uma ação no STJ, por supostamente vender facilidades junto ao juiz Marcelo Bretas, tem mostrado o conteúdo das gravações que produziu em contato com integrantes da Lava Jato. Quem ouviu teria ficado chocado com a gravidade das conversas. Em sua cruzada para se inocentar, ele exibe também documentos, como uma carta do ex-governador Sérgio Cabral, para provar que não tentou cooptar clientes de outros advogados, depois de sua súbita projeção profissional atuando em defesa de réus da Lava Jato.

Há outras indicações de que situação de Marcelo Bretas começa a se complicar. Em entrevista ao jornalista Tales Farias, do UOL, o ministro Gilmar Mendes, do STF, afirmou que há muitas névoas sobre os fatos verificados na 7º Vara Federal. Indagado se Bretas poderia se tornar um novo Sérgio Moro por conta dos abusos também contra os direitos individuais do réus, Gilmar afirmou :

– Não é e nem será. Há muitas nuvens que falam o que está ocorrendo no Rio. Agora recentemente os juízes do TRF começam a se dar por suspeitos e dizendo que não tem condições de julgar como antes. E fica toda essa névoa. Recentemente, o STJ requisitou a pedido de um advogado, chamado Nythalmar, que operaria as delações no Rio de Janeiro. Enfim tem muito névoa sobre isto. E é preciso que isto seja logo esclarecido.

Leia a nota de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo


O criminalista Nythalmar Dias Ferreira Filho, tido por advogados como “homem-bomba” da Lava Jato do Rio de Janeiro, procurou colegas para mostrar áudios de conversas que diz ter gravado quando atuou na operação. Do outro lado da linha estariam, segundo disse, agentes que participaram das investigações. Os advogados ficaram impressionados —embora não tenham como checar a autenticidade das gravações.

Nythalmar entrou no radar da advocacia do Rio quando começou a ter êxito considerado fora da curva na defesa de investigados da Lava Jato —atraindo clientes que antes contratavam bancas renomadas de defesa.

O sucesso foi tanto que advogados apresentaram representação contra ele, acusando-o de cooptar clientes alegando uma suposta proximidade com o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio.

Nythalmar passou então a ser investigado sob a suspeita de usar o nome do juiz para vender facilidades a alvos da Lava Jato, chegando a sofrer operações de busca e apreensão em seus endereços. Ele nega tudo. Mas, acuado, partiu para o contra-ataque nos bastidores.

Em sua atual cruzada, além de mostrar supostas conversas que teria tido com investigadores, ele exibe documentos para provar que não tentou cooptar clientes. Um deles é uma carta de próprio punho do ex-governador Sergio Cabral negando que tenha sido procurado pelo defensor, como havia sido publicado.

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