Ryan Routh, suspeito de tentar assassinar Donald Trump, foi formalmente acusado por promotores federais nesta segunda-feira (16). Ele enfrenta duas acusações relacionadas ao porte de armas após ser flagrado com um rifle de assalto escondido nos arbustos de um campo de golfe de Trump, na Flórida. O incidente ocorreu a poucas centenas de metros do ex-presidente, que estava jogando no local.
Atirador conseguiu escapar mas foi preso posteriormente
Routh conseguiu escapar de carro, abandonando duas mochilas e a arma no campo, mas foi preso posteriormente. Durante sua audiência em um tribunal federal em West Palm Beach, ele apareceu algemado e vestindo o uniforme de presidiário.
O caso reacendeu preocupações sobre a segurança em torno de Trump, principalmente após outro atentado ocorrido em julho, quando um atirador chegou a feri-lo de raspão em um comício na Pensilvânia.
O Serviço Secreto dos EUA, responsável pela segurança dos candidatos à presidência, tem sido alvo de críticas e investigações após essas falhas. O presidente Joe Biden comentou o episódio, afirmando que “mais recursos e pessoal” podem ser necessários para reforçar a proteção de Trump.
A agência já estava sob escrutínio desde o ataque anterior, que resultou na renúncia da então diretora do Serviço Secreto, Kimberly Cheatle. O atual diretor interino, Ronald Rowe, assumiu o comando após o ocorrido e prometeu reforçar a segurança, mas as novas falhas preocupam o governo e o Congresso.
Mike Johnson, presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, destacou a importância de responsabilizar os responsáveis pela proteção de Trump, defendendo mais investimentos para evitar novos incidentes. Ele também convocou uma força-tarefa bipartidária para investigar as recentes ameaças.
Novo ataque ocorre dois meses após atentado na Pensilvânia
O novo ataque a Trump ocorre apenas dois meses após o atentado na Pensilvânia, quando o Serviço Secreto reforçou as medidas de segurança. O episódio mais recente deve intensificar as discussões sobre como o órgão vem lidando com os riscos e como impedir que novas tentativas cheguem tão perto de comprometer a vida do ex-presidente.
Com informações de Brasil 247





