Vídeo: Castro rebate declaração de Otoni de Paula sobre a direita ter quebrado o Rio

Em vídeo nas redes sociais, Cláudio Castro responde declaração de Otoni de Paula e apresenta sua versão sobre o endividamento histórico do Estado do Rio

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, publicou um vídeo nas redes sociais para rebater uma declaração recente do deputado federal Otoni de Paula, que afirmou em entrevista que “a direita quebrou o Estado do Rio de Janeiro”. A resposta reacende o debate político sobre as origens da crise fiscal fluminense.

No vídeo, Castro relata que se deparou com a fala ao navegar pelas redes sociais e decidiu investigar o histórico da dívida estadual. Ele questiona a afirmação do parlamentar e cita governos anteriores para sustentar seu argumento. “Deputado, estuda o Rio de Janeiro. Quem quebrou o Rio de Janeiro foram os governos de esquerda”, afirmou.

Ex-governador lista gestões passadas

Ao longo da gravação, Castro menciona uma sequência de administrações estaduais, citando nomes como Marcelo Alencar, Anthony Garotinho, Rosinha Matheus, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão. Segundo ele, essas gestões não podem ser classificadas como de direita e teriam contribuído para o aumento do endividamento.

Castro também cita o atual deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha ao mencionar renegociações da dívida nos anos 1990. De acordo com o ex-governador, o estado teria passado de um passivo de cerca de R$ 20 bilhões para um cenário mais grave ao longo dos anos, mesmo após pagamentos expressivos à União.

Dívida e recuperação fiscal no centro do debate

O ex-governador destaca ainda que, ao longo do período citado, o estado teria pago R$ 153 bilhões em dívidas, mas ainda assim acumulado um saldo devedor maior posteriormente. Ele menciona também o momento em que o Rio aderiu ao regime de recuperação fiscal, em 2017, como marco da crise financeira.

“Era 20, pagou 153 e ainda deve 180”, disse, ao argumentar que a situação fiscal se agravou ao longo das décadas.

Castro também afirmou que, a partir de 2017, o estado teria interrompido a contratação de novos empréstimos. “De 2017 para cá, gente, ninguém nunca mais pegou empréstimo. Nem um sequer”, declarou.

Milícias entram na discussão

Em outro trecho, o ex-governador faz referência ao debate sobre segurança pública e milícias, citando o período retratado no filme Tropa de Elite 2. Segundo ele, o problema já existia em governos anteriores, mencionando lideranças políticas da época como Luiz Inácio Lula da Silva e Eduardo Paes.

A troca de declarações ocorre em meio ao cenário político do estado, onde o tema das contas públicas e da gestão fiscal segue sendo um dos principais pontos de disputa entre lideranças.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading