Haddad estuda linha de crédito especial, com bancos públicos e privados, para moradores do Sul atingidos pelas chuvas  

Além da linha de crédito, o ministro da Fazenda disse que estuda possibilidade de um diferimento fiscal, quando empresas podem atrasar o pagamento de tributos durante um período determinado

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira (6) que estuda uma linha de crédito especial para moradores de municípios afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul. O ministro disse que o auxílio poderá ser feito em parceria com os bancos privados e públicos, como BNDES, Caixa e Banco do Brasil. Medidas de ajuda financeira ao estado e a população devem ser fechadas nesta terça-feira e apresentadas ao Congresso Nacional até quarta-feira.

– A ideia é usar a rede bancária. O BNDES pode ser um agente de distribuição. Vamos ter que fomentar. Aí, seria um crédito direcionado para o munícipe. Tudo tem que ser aprovado no âmbito do poder executivo e do poder legislativo – afirmou Haddad após reunião com líderes da Câmara dos Deputados.

Haddad terá uma reunião com a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, nesta terça-feira e a nova linha de crédito será um dos temas. Além da linha de crédito, o ministro da Fazenda disse que está sendo estudada a possibilidade de um diferimento fiscal, quando as empresas podem atrasar o pagamento de tributos durante um período.

O governo federal também irá solicitar um montante de crédito extraordinário para gastos públicos, com obras, manutenções e recuperação das cidades. Ainda não há um valor definido para a verba, que apenas será decidido após a contabilização das perdas e danos nos municípios, quando a  água baixar.

– Submeto ao presidente amanhã alguns cenários para quarta-feira definirmos a questão dos tributos, do crédito, vai ter que ter uma linha de crédito específica para reconstrução das casas das pessoas, a maioria não tem cobertura de seguro. A questão da dívida do estado, o tratamento que será dado, para que o estado também recupere capacidade de investimento – disse.

O ministro da Fazenda explicou ainda que será dada uma solução mais rápida para a dívida do Rio Grande do Sul com a União, fora do pacote de renegociação com os demais estados.

Com informações de O Globo.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading