O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (5) que o governo não vai usar recursos do Tesouro para socorrer as empresas aéreas, que enfrentam dificuldades financeiras agravadas pela pandemia de Covid-19. Ele disse que o governo federal deve apresentar ainda neste mês uma proposta de reestruturação do setor, sem envolver despesa primária.
O governo estuda alternativas como o Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), que tem cerca de R$ 7 bilhões, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES. No entanto, o FNAC exigiria uma mudança na legislação, pois o fundo é destinado à infraestrutura aeroportuária.
O ministro também rebateu as críticas das empresas sobre o alto custo do querosene de aviação (QAV), que representa cerca de 40% dos gastos operacionais das aéreas. Ele afirmou que o preço do combustível caiu durante o seu governo e que não pode ser usado como justificativa para o aumento das passagens aéreas, que têm registrado valores elevados nos últimos meses.
Haddad disse que o governo está preocupado com a situação do setor aéreo, que é estratégico para a economia e para a integração do país. Ele lembrou que as empresas aéreas foram fortemente afetadas pela queda na demanda de passageiros e pela restrição de voos em vários países por causa da pandemia. Ele disse que o governo está disposto a ajudar as companhias, mas sem comprometer o equilíbrio fiscal.
Com informações do g1





