O cenário eleitoral sofreu uma reviravolta nesta quinta-feira (26). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), cedeu à pressão do Palácio do Planalto e confirmou a aliados que será candidato ao governo de São Paulo. A mudança de postura ocorre após meses de negativa, sob a justificativa de que “não poderia negar um pedido” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão é o pilar de uma estratégia nacional para consolidar palanques nos maiores colégios eleitorais do país:
- São Paulo: Haddad deve enfrentar novamente Tarcísio de Freitas (Republicanos), atual governador e favorito nas pesquisas.
- Minas Gerais: O presidente se reúne hoje com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para finalizar os detalhes de sua candidatura ao governo mineiro.
A manutenção de Geraldo Alckmin (PSB) como vice na chapa presidencial de Lula reforça a busca por estabilidade e diálogo com setores moderados.
A ofensiva do governo é uma resposta direta ao crescimento de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas de intenção de voto. O Planalto admite, nos bastidores, que houve um erro estratégico ao “poupar” o senador, deixando de explorar temas sensíveis como o escândalo das “rachadinhas”.
Aliados de Haddad creditam a mudança de ideia à recente viagem oficial à Índia e Coreia do Sul. O tempo prolongado ao lado de Lula teria sido crucial para que o presidente quebrasse a resistência do ministro, que ainda guardava o desgaste da derrota em 2022 para o atual governador paulista.





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