O primeiro Gula Gula, inaugurado em 1984 no Leblon, era tão pequeno que foi apelidado de “Gulinha”. A alcunha já não cabe, 40 anos depois, ao grupo que administra oito casas — seis no Rio e duas em São Paulo. Para celebrar, a marca lançou menu especial, em cartaz até dezembro, e um livro, com texto de Melina Dalboni e fotos de Tomás Rangel, que narra a história do grupo, com algumas receitas icônicas.
Entre elas, a salada de batata frita, uma das mais vendidas até hoje. “É um dos nossos hits”, conta Duda Daniel, um dos sócios. “Nossa clientela é fiel e nos segue ao longo dos anos”, diz. Um destes clientes é o chef Felipe Bronze, para quem o Gula Gula é uma “instituição carioca”: “É um lugar descontraído, expressão da personalidade do maior carioca que conheço, Pedro Delamare”, elogia Bronze, sobre o fundador.

Os sócios à frente do Gula Gula, Duda Daniel e Patrícia Wiethaeuper — Foto: Tomás Rangel
Delamare é filho de Fernando, que ao lado dos amigos Claudio Bernardes e Pedro Salgado inaugurou a primeira casa e cuidava do menu. Com o crescimento, vieram Duda e Patrícia Wiethaeuper, que tornaram-se sócios com a saída de Delamare. “A identidade é a mesma do início. Este é o segredo do sucesso”, garante Duda. O outro, afirma, é o frescor dos preparos. “Apesar de sermos uma rede, não temos uma cozinha central. Por isso tudo é tão fresco, sem aditivos”, explica.
Para o chef Pedro de Artagão, “poucos lugares resumem tão bem o lifestyle carioca”. O ambiente informal foi transportado para São Paulo em 2019 e este ano o grupo inaugura, em novembro, a terceira casa na capital. “O paulistano prova todo o cardápio, enquanto no Rio o cliente nem olha o menu e vai direto ‘no de sempre’”, conta Patrícia.
Com informações de O Globo





