O Ministério Público do Rio (MPRJ) denunciou os dois guardas municipais que se passaram por policiais para extorquir dinheiro de suspeitos de aplicar um golpe.
Os guardas chegaram a sequestrar os homens. Eles foram denunciados pelos crimes de extorsão, extorsão mediante sequestro, roubo e cárcere privado.
De acordo com a denúncia, os dois guardas e um terceiro homem se passaram por policiais civis para abordar e extorquir criminosos de um golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela”. Eles foram presos em flagrante.
Segundo as investigações, os crimes ocorreram em duas ocasiões. Na primeira, o grupo foi abordado em uma boate na Baixada Fluminense.
Os guardas alegavam que tinham conhecimento do golpe. No dia seguinte, um dos homens foi sequestrado, colocado no porta-malas de um carro e mantido em cativeiro com os pés e mãos amarrados.
O homem sequestrado, Hyago Conceição dos Santos, é natural de São Paulo e investigado no Rio nas 13ª e 14ª DP.
Durante o cárcere, os acusados fizeram contato familiares da vítima e com os outros suspeitos do golpe, exigindo R$ 50 mil de resgate. A polícia então localizou o cativeiro e prendeu os três em flagrante.
“A denúncia relata que, no período em que foi mantido em cárcere, os denunciados faziam contato com familiares da vítima e os outros suspeitos de aplicar o golpe, fazendo ameaças e exigindo o pagamento de valores a título de resgate. A polícia foi acionada e conseguiu localizar a vítima e os denunciados, que foram presos em flagrante”, diz a nota do MPRJ deste domingo (22).
Os presos são os guardas Jeferson Luiz Batista da Silva e Igor da Rocha Maia e o comparsa, que a polícia diz ser responsável pelo cativeiro, Deividson Michael Vieira de Assis.
A Guarda Municipal informou que abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra os agentes, que eles foram afastados das funções e das ruas desde o dia 9 de dezembro e que segue acompanhando e colaborando com as investigações.
Com informações do g1.





