Guardas municipais que se passaram por policiais para extorquir dinheiro de suspeitos de golpe são denunciados pelo MPRJ

Segundo as investigações, dois agentes e um terceiro homem chegaram a sequestrar um suspeito e exigiram R$ 50 mil de resgate. Os três foram presos em flagrante e denunciados por extorsão, extorsão mediante sequestro, roubo e cárcere privado.

O Ministério Público do Rio (MPRJ) denunciou os dois guardas municipais que se passaram por policiais para extorquir dinheiro de suspeitos de aplicar um golpe.

Os guardas chegaram a sequestrar os homens. Eles foram denunciados pelos crimes de extorsão, extorsão mediante sequestro, roubo e cárcere privado.

De acordo com a denúncia, os dois guardas e um terceiro homem se passaram por policiais civis para abordar e extorquir criminosos de um golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela”. Eles foram presos em flagrante.

Segundo as investigações, os crimes ocorreram em duas ocasiões. Na primeira, o grupo foi abordado em uma boate na Baixada Fluminense.

Os guardas alegavam que tinham conhecimento do golpe. No dia seguinte, um dos homens foi sequestrado, colocado no porta-malas de um carro e mantido em cativeiro com os pés e mãos amarrados.

O homem sequestrado, Hyago Conceição dos Santos, é natural de São Paulo e investigado no Rio nas 13ª e 14ª DP.

Durante o cárcere, os acusados fizeram contato familiares da vítima e com os outros suspeitos do golpe, exigindo R$ 50 mil de resgate. A polícia então localizou o cativeiro e prendeu os três em flagrante.

“A denúncia relata que, no período em que foi mantido em cárcere, os denunciados faziam contato com familiares da vítima e os outros suspeitos de aplicar o golpe, fazendo ameaças e exigindo o pagamento de valores a título de resgate. A polícia foi acionada e conseguiu localizar a vítima e os denunciados, que foram presos em flagrante”, diz a nota do MPRJ deste domingo (22).

Os presos são os guardas Jeferson Luiz Batista da Silva e Igor da Rocha Maia e o comparsa, que a polícia diz ser responsável pelo cativeiro, Deividson Michael Vieira de Assis.

A Guarda Municipal informou que abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra os agentes, que eles foram afastados das funções e das ruas desde o dia 9 de dezembro e que segue acompanhando e colaborando com as investigações.

Com informações do g1.

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