Governo Lula montou um grupo de trabalho para planejar como vai retirar de comunidades terapêuticas os adolescentes usuários de drogas, informa o colunista Guilherme Amado, do portal Metrópoles. O Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad) aprovou, em março, uma resolução que proíbe que adolescentes sejam atendidos por tais comunidades.
O grupo de trabalho, que tem atuação interministerial, é responsável por desinstitucionalizar jovens que estejam nessas comunidades terapêuticas e, ao mesmo tempo, evitar que eles voltem às ruas e ao vício em drogas ou álcool.
A recomendação aprovada este ano muda uma resolução aprovada em 2020, pelo governo de Jair Bolsonaro. A norma antiga regulamentou o acolhimento de adolescentes em comunidades terapêuticas — instituições que, à época, tinham contratos com o governo federal. O governo Lula, entretanto, rompeu esses contratos recentemente e cortou as verbas antes destinadas a tais comunidades.
Essas instituições são criticadas por profissionais de saúde e militantes da causa antimanicomial por usarem métodos questionados pela ciência e que ferem os direitos humanos. As comunidades terapêuticas financiadas pelo governo Bolsonaro se valem, por exemplo, do que chamam de “laborterapia” (trabalho forçado) como forma de “cura”, além de terem a leitura da Bíblia como atividade diária obrigatória, independentemente da religião professada pela pessoa em tratamento.
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