O governo Lula anunciou nesta sexta-feira (14) a criação de uma sala de situação para monitorar e enfrentar os crescentes problemas de queimadas e seca em todos os biomas do país, especialmente no Pantanal.
A iniciativa surge após um alarmante aumento de 974% nos focos de incêndio no bioma, comparado ao mesmo período do ano anterior, conforme dados do Programa de BDQueimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, liderará a primeira reunião da sala de situação na próxima segunda-feira (17), onde serão discutidas medidas como a simplificação do processo de contratação de brigadistas, aquisição de equipamentos e uso de aeronaves. Marina também anunciou que foi solicitado um aporte financeiro extraordinário para combater as queimadas, cuja liberação está sob análise da JEO (Junta de Execução Orçamentária).
Além disso, está em pauta a possibilidade de alteração na legislação para permitir o acionamento de aeronaves de países estrangeiros que possam auxiliar no combate aos incêndios, especialmente nos locais de difícil acesso. A ministra enfatizou que as medidas serão implementadas de forma preventiva, visando evitar a necessidade de ações mais drásticas no futuro.
O anúncio da criação da sala de situação ocorreu após uma reunião de emergência convocada pelo presidente em exercício Geraldo Alckmin (PSB), que contou com a presença de ministros como José Múcio (Defesa), Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), entre outros membros do governo.
Os esforços do governo visam conter a situação crítica no Pantanal, um dos biomas mais afetados pelas queimadas, cuja incidência em 2024 já representa o segundo maior registro dos últimos 15 anos, superado apenas pelo devastador ano de 2020, quando cerca de 30% do bioma foi consumido pelas chamas.
Com informações da Folha de S.Paulo
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