O governo federal criou uma sala de controle para discutir a adoção de medidas contra a disseminação de fake news relacionadas às inundações no Rio Grande do Sul. A sala é composta por representantes da Advocacia-Geral da União (AGU), da Secretaria de Comunicação Social do Planalto, do Ministério da Justiça e da Polícia Federal. O grupo está preocupado com o potencial das notícias falsas para prejudicar as operações dos diferentes órgãos envolvidos no resgate e apoio ao estado.
Como primeira ação, o grupo designou a Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD), uma unidade da AGU responsável pela defesa legal e extrajudicial da União contra informações falsas que possam prejudicar a execução de políticas públicas. Essa unidade será responsável por agir preventivamente para evitar que a desinformação prejudique os esforços de combate à calamidade.
“Ao trabalhar em regime de plantão, nosso objetivo é garantir que os esforços para lidar com a calamidade não sejam prejudicados pela disseminação de desinformação”, afirma uma nota da Presidência.
Na quarta-feira passada, a AGU moveu uma ação judicial contra o influenciador digital Pablo Marçal por disseminar notícias falsas sobre a atuação dos militares na crise do RS. A ação foi tomada depois que Marçal publicou vídeos afirmando que as Forças Armadas estavam inativas diante da situação de emergência.
O influenciador também fez postagens falsas alegando que a Secretaria da Fazenda do RS estava bloqueando caminhões de doação e impedindo a distribuição de alimentos e refeições.
Com informações de O Globo.





