Governo federal anuncia medidas para ampliar crédito imobiliário em R$ 300 bilhões

A expectativa é que essas medidas sejam anunciadas na próxima semana

O governo Lula está planejando uma série de medidas para aumentar o crédito imobiliário no país, visando injetar até R$ 300 bilhões no mercado. Uma das estratégias envolve a estatal Emgea (Empresa Gestora de Ativos), que receberá um aporte de R$ 10 bilhões do Tesouro Nacional para adquirir carteiras de financiamento imobiliário dos bancos.

Além disso, está em discussão a redução do compulsório da poupança, que atualmente é de 20%. Com essa medida, o governo pretende destinar mais recursos para o financiamento habitacional, ampliando a oferta de crédito e promovendo condições mais favoráveis para a compra da casa própria.

A intenção do governo, liderada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é impulsionar o mercado de compra e venda de carteiras de crédito imobiliário, proporcionando mais liquidez aos bancos para a concessão de novos empréstimos. A expectativa é que essas medidas sejam anunciadas na próxima semana.

Uma das dificuldades enfrentadas pelo mercado imobiliário é a discrepância entre as taxas de correção dos contratos imobiliários, que geralmente são corrigidos pela Taxa Referencial (TR), e as taxas de mercado, que têm como base o IPCA. O governo está trabalhando em mecanismos para nivelar essas taxas e facilitar o acesso ao crédito.

A Emgea, empresa gestora de ativos da União, desempenhará um papel fundamental nesse processo, adquirindo carteiras de financiamento imobiliário dos bancos e assumindo o risco associado. Para financiar essa operação, a empresa receberá um aporte de R$ 10 bilhões do Tesouro Nacional.

A redução do compulsório da poupança também faz parte do pacote de medidas, com o objetivo de direcionar mais recursos para o financiamento imobiliário. Atualmente, os bancos são obrigados a reservar 20% dos recursos depositados na poupança no Banco Central. A proposta é reduzir esse percentual para 15%, aumentando o direcionamento da poupança para o financiamento imobiliário.

Essas iniciativas foram discutidas em uma reunião no Palácio do Planalto, que contou com a presença do presidente Lula, presidentes de bancos, ministros e o presidente da Emgea, Fernando Pimentel. O objetivo é criar fontes alternativas de recursos para o financiamento habitacional, complementando o papel do FGTS e da poupança, e estimular o crescimento do setor imobiliário no Brasil.

Com informações de O Globo

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