O presidente dos EUA, Joe Biden, deve ignorar as exigências de Jair Bolsonaro e falar sobre meio ambiente e eleições livres na reunião que os dois terão hoje em Los Angeles, segundo informou o conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, a jornalistas americanos. Emissário do presidente brasileiro dissera que Bolsonaro exigira que estes assuntos fossem evitados como condição para se encontrar com Biden.
De acordo com o assessor do democrata, a pauta climática será “um tema importante da conversa” para avançar “na relação entre Brasil e EUA, especialmente em ações tangíveis para proteger a Amazônia”.
Além disso, os líderes devem abordar as “eleições livres, transparentes e democráticas” que o brasileiro enfrentará em outubro. Segundo Sullivan, não haverá temas proibidos na conversa entre os presidentes.
Era tudo o que Bolsonaro não queria ouvir. A mensagem do conselheiro contradiz o acordo feito por emissários do presidente americano com o brasileiros, que estava reticente de participar da Cúpula das Américas por não querer ser pressionado pelo democrata, com o qual não tem afinidade política.
Biden tem sofrido pressão de ativistas e de políticos de seu partido para cobrar Bolsonaro. O pleito ganhou força após o desaparecimento do jornalista inglês Dom Phillips e do indignista Bruno Araújo Pereira na Amazônia.
O governo Bolsonaro reduziu instrumentos de fiscalização e foi acusado de aparelhamento de órgãos como o Ibama e a Funai, o que, segundo opositores, piorou as condições de segurança na região.






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