O governo do Pará fez um alerta a servidores de Segurança Pública do estado sobre possíveis ataques de criminosos em razão de uma operação policial nesta quinta-feira, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, que terminou com a morte do chefe do tráfico no estado, Leonardo Costa Araújo, o Léo 41. A ação foi realizada pela Polícia Civil do Rio, em conjunto com a do Pará, além da Polícia Militar do Rio.
“Tendo em vista os eventos ocorridos no estado do Rio de Janeiro, na data de hoje, em que houve confronto entre policiais e membros de facções criminosas, divulgamos o presente comunicado de ALERTA a todos os servidores de Segurança Pública do Pará. Tendo em vista a possibilidade de reação criminosa por parte de integrantes do Comando Vermelho, solicitamos a todos os agentes de segurança pública que elevem ao máximo o nível de atenção tanto durante o serviço, mas, especialmente, nos períodos de folga, de maneira que evitem se colocar em situação de risco e vulnerabilidade”, diz o comunicado do Sistema de Segurança Pública e Defesa Social (SIED).
Nesta quinta-feira, ao menos 11 pessoas morreram durante uma operação das polícias civis do Rio e do Pará e da Polícia Militar do Rio no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. A região teve uma intensa troca de tiros que, segundo a Polícia Civil, começou após as equipes serem atacadas pelos criminosos. Outras pessoas também teriam ficado feridas, entre elas duas moradoras do local.
Os agentes cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão. Um dos alvos da ação, que acabou ferido e morto, é Leo 41, traficante apontado como o chefe do tráfico de drogas no Pará, que estava foragido desde 2019. Ele é apontado pela polícia como um dos responsáveis por uma série de ataques que mataram mais de 40 agentes de segurança pública no estado do Pará nos últimos dois anos. O traficante, segundo as investigações, assumiu o comando da facção no estado no norte do país após a prisão de Claudio Augusto Andrade, o Claudinho do Buraco Fundo, em setembro de 2020.
As duas moradoras que ficaram feriadas durante a operação são Sonia Maia da Silva Brotto, de 62 anos, e Roseni Paulino Dias de Aguiar, de 53. Não há, até o momento, informação sobre o estado de saúde dos feridos. Também não foi confirmada a identidade dos mortos.
Com informações do Extra online.
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