Governo de São Paulo cria força-tarefa para investigar execução de delator do PCC no Aeroporto de Guarulhos

Grupo terá seis integrantes das polícias paulistas e trabalhará em colaboração com o Ministério Público

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, anunciou a criação de uma força-tarefa para investigar a execução do delator do PCC, Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, no Aeroporto de Guarulhos na última sexta-feira (9). A equipe contará com seis membros das forças de segurança estaduais e será coordenada pelo delegado Osvaldo Nico Gonçalves.

A ação tem como objetivo uma colaboração direta com o Ministério Público (MP), visando esclarecer o crime rapidamente e com a possibilidade de apoio federal, se necessário.

A resolução foi assinada nesta segunda-feira (11) e segue uma orientação do governador Tarcísio de Freitas, que exigiu uma resposta imediata sobre a execução de Gritzbach, ocorrido em plena luz do dia. Ele era réu em processo por lavagem de dinheiro para o PCC e possuía informações cruciais sobre a facção criminosa.

Envolvimento com esquema de lavagem de dinheiro

De acordo com as investigações, a morte de Gritzbach pode ter sido uma “queima de arquivo” motivada por vingança, uma vez que ele estava disposto a fornecer mais detalhes sobre os crimes do PCC.

Em paralelo, o MP-SP protocolou um pedido para extinguir a delação premiada de Gritzbach e que as provas do caso fossem compartilhadas com as autoridades responsáveis pela investigação. A polícia já analisa os celulares de Gritzbach e dos seguranças que o acompanhavam, em busca de pistas adicionais.

O ex-corretor de imóveis foi envolvido em esquemas de lavagem de dinheiro do PCC, movendo milhões em transações imobiliárias e criptomoedas. Ele também teria se relacionado com outros membros da facção, sendo responsável por fornecer laranjas para a compra de propriedades e investimentos ilegais.

Antes de sua morte, Gritzbach havia sido apontado como o mandante de um assassinato de um comparsa do PCC, Anselmo Bicheli Santa Fausta, o “Cara Preta”, após uma disputa financeira envolvendo criptomoedas. A nova força-tarefa terá o objetivo de resolver rapidamente o caso, com relatórios semanais sobre o andamento das investigações.

Com informações do g1

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