O Grupo Globo alcançou uma importante meta de sustentabilidade ao zerar o envio de resíduos para aterros sanitários em todas as suas operações. O objetivo fazia parte da conhecida Agenda ESG 2030 da empresa, mas foi atingido com quatro anos de antecedência.
A Agenda ESG 2030 é um conjunto de práticas voltadas para sustentabilidade ambiental, responsabilidade social e boa governança corporativa. O termo ESG vem do inglês Environmental, Social and Governance. A proposta ganhou força após a criação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, com metas até 2030.
O marco foi confirmado neste mês e representa uma transformação operacional que ganhou força a partir de 2019. Naquele período, cerca de 75% dos resíduos gerados pela companhia ainda tinham como destino os aterros sanitários.
A empresa também prepara a divulgação de um novo relatório de governança ambiental, previsto para esta semana, com informações sobre iniciativas ligadas ao uso de energia limpa e redução de impactos ambientais.
Transformação sustentável ganhou força desde 2019
Nos últimos anos, a Globo ampliou de maneira progressiva projetos voltados para reciclagem, compostagem, biometanização e reaproveitamento de materiais. O processo envolveu mudanças em toda a cadeia produtiva, desde a geração até a destinação correta dos resíduos.
Atualmente, mais de 50 tipos diferentes de resíduos passam por processos estruturados de coleta, triagem e reaproveitamento. A estratégia prioriza ações alinhadas à economia circular, reduzindo desperdícios e ampliando o reaproveitamento de materiais.
Entre as iniciativas adotadas pela empresa estão programas internos de reciclagem e projetos que transformam resíduos em novos insumos para produção e atividades agrícolas.
Estúdios Globo reutilizam tintas, madeira e resíduos orgânicos
Nos Estúdios Globo, sobras de tintas utilizadas nas produções cenográficas são recicladas e retornam para novas produções. Parte do material também é destinada aos colaboradores da empresa.
Os resíduos orgânicos gerados nas operações passam por processos de compostagem e são transformados em adubo. Já as madeiras utilizadas em cenários ganham reaproveitamento em atividades agrícolas e outras aplicações sustentáveis.
A operação ambiental da Globo possui capacidade para processar aproximadamente mil toneladas de resíduos por mês, reforçando a dimensão do projeto sustentável implantado pela emissora.
Empresa aposta em biogás e impacto social
Além das iniciativas de reciclagem e reaproveitamento, a empresa também investe em projetos de transformação de resíduos em biogás, ampliando alternativas de geração energética mais limpa.
Outro foco está em ações de impacto social ligadas à cadeia de reciclagem, envolvendo cooperativas e iniciativas voltadas para destinação correta de resíduos e fortalecimento da economia circular.
Com a conquista da meta de Aterro Zero antes do prazo previsto, a Globo reforça sua estratégia de sustentabilidade e amplia o compromisso público com práticas ambientais mais eficientes e alinhadas às metas ESG.






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