Gestão das apostas esportivas será dividida entre os ministérios da Fazenda e do Esporte; arrecadação ficará na pasta de Haddad  

Os ministérios da Fazenda e dos Esportes terão a gestão compartilhada das apostas esportivas. Segundo o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, haverá duas estruturas responsáveis por gerir as apostas. A pasta chefiada por Fernando Haddad ficará responsável pela arrecadação, fiscalização e regulação da prática. “Tem uma secretaria de acompanhamento das apostas criada no Ministério…

Os ministérios da Fazenda e dos Esportes terão a gestão compartilhada das apostas esportivas. Segundo o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, haverá duas estruturas responsáveis por gerir as apostas. A pasta chefiada por Fernando Haddad ficará responsável pela arrecadação, fiscalização e regulação da prática.

“Tem uma secretaria de acompanhamento das apostas criada no Ministério da Fazenda, que tem o papel de arrecadação, registro, outorga, regulação. Isso cabe exatamente ao Ministério da Fazenda”, explicou Padilha após reunião com o presidente Lula no Palácio da Alvorada, nesta terça.

“Com a proposta do PP, e como nós temos acordo, existe uma concordância da criação de uma estrutura do Ministério do Esporte a ser definida nos detalhes, mas uma estrutura de acompanhamento desse tema das apostas. Tanto acompanhamento da arrecadação dos recursos que já são destinados, mas acompanhamento do desempenho esportivo, da integridade dessa relação de apostas com a questão esportiva”, prosseguiu o ministro.

Ou seja, o ministro confirmou que a pasta que será assumida por André Fufuca (PP), nesta quarta-feira (13) após a reforma ministerial, será “turbinada” em meio à disputa no governo.

Em julho, o governo federal anunciou que a questão seria gerida pelos dois ministérios “em conjunto”, a partir da criação de novas ferramentas para coibir a manipulação de apostas, especialmente focadas na temática esportiva.

“A arrecadação com apostas vai para o orçamento com previsão baixa. Estimamos algo na casa de R$ 2 bilhões por ano”, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em julho.

A questão virou alvo de disputa no governo em meio à reforma ministerial, que culminou com a nomeação de Fufuca para os Esportes e Silvio Costa Filho para o ministério dos Portos e Aeroportos. Os ministros tomarão posse amanhã, em cerimônias nos respectivos ministérios.

Com informações do Metrópoles.

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