Games serão usados em terapias para pessoas com deficiência e autismo

Medida aprovada em segunda discussão na Alerj prevê sessões individuais ou em grupo, acompanhamento profissional e avaliações periódicas

Adicione o Agenda do Poder como fonte preferencial no Google

Os videogames ganharão uma função adicional nos tratamentos de saúde oferecidos no estado do Rio: servir como ferramenta complementar para estimular habilidades e auxiliar no acompanhamento terapêutico de pessoas com deficiência, síndromes e Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A proposta consta no projeto de lei 3.565/24, do deputado Thiago Gagliasso (PL), e foi aprovado em segunda discussão, nesta quarta-feira (19), pela Assembleia Legislativa (Alerj). O texto prevê a criação do programa “Jogos Eletrônicos Inclusivos – Gameterapia” e agora segue para análise do governador, que poderá sancionar ou vetar a medida.

A iniciativa estabelece o uso de jogos eletrônicos inclusivos como ferramenta terapêutica complementar. A proposta contempla pessoas com deficiência, diferentes síndromes e TEA e determina acompanhamento profissional durante as atividades.

Sessões individuais ou em grupo

De acordo com o PL, a gameterapia poderá ser desenvolvida tanto em instituições públicas quanto privadas. As sessões poderão ocorrer individualmente ou em grupo, de acordo com as necessidades identificadas no acompanhamento de cada pessoa.

O atendimento deverá ser conduzido por profissionais capacitados e legalmente habilitados para exercer a atividade. A medida busca, dessa forma, estabelecer critérios para que a utilização dos jogos eletrônicos esteja vinculada a objetivos terapêuticos previamente definidos.

Fisioterapeutas ou terapeutas ocupacionais ficarão responsáveis por identificar os objetivos individualizados do tratamento. A proposta não estabelece a gameterapia como substituta de outros tratamentos, mas como uma ferramenta complementar que poderá integrar o acompanhamento dos pacientes.

Resultados terão acompanhamento periódico

O programa também prevê avaliações qualitativas periódicas para verificar os resultados obtidos durante as sessões. A partir desse acompanhamento, as atividades poderão ser adaptadas às necessidades e aos objetivos terapêuticos de cada paciente.

A avaliação individualizada deverá permitir que os profissionais acompanhem a evolução e façam ajustes na utilização dos jogos eletrônicos ao longo do tratamento.

Relacionadas

Deixe um comentário

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo