O gabinete da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, ficará bem perto do gabinete do presidente Lula Inácio Lula da Silva, no terceiro andar do Palácio do Planalto, mas não será um “puxadinho” do gabinete presidencial. Janja também não quer que seu gabinete seja chamado de “gabinete da primeira-dama” por acreditar que essa nomenclatura passa uma ideia de que será um órgão assistencialista.
De acordo com o G1, a ideia é utilizar o gabinete para aproximar o presidente da pauta feminista e do setor cultural, áreas com as quais o presidente tem menos familiaridade. O gabinete terá mais uma função militante do que filantrópica.
Janja também se dedicará ao tema da segurança alimentar. A proposta é trabalhar esses temas de forma transversal, com políticas públicas que perpassem vários ministérios.
A função tem alguma similaridade com a Secretaria-Geral da Presidência, ocupada por Márcio Macedo, que tem status de ministério e funciona como a interface do governo com movimentos sociais e a sociedade civil.
Janja não deverá ter um cargo remunerado. Até agora duas assessoras foram chamadas para integrar o gabinete: a jornalista Cris Charão, que fez parte da equipe de comunicação de Lula na campanha e será assessora de imprensa; e a também jornalista Neudi Neres, que já vinha atuando como assessora pessoal da primeira-dama.





