Funeral de Diogo Jota reúne celebridades do esporte e multidão de fãs; ausência de Cristiano Ronaldo gera críticas

Cerimônia no norte de Portugal emociona familiares, torcedores e companheiros de Seleção; capitão da equipe nacional não comparece e é cobrado publicamente

O funeral dos irmãos Diogo Jota e André Silva, mortos em um acidente de carro na Espanha, mobilizou neste sábado (5) centenas de pessoas na cidade de Gondomar, no norte de Portugal, onde os dois cresceram. Familiares, amigos, moradores locais e companheiros de equipe prestaram as últimas homenagens aos jogadores em uma cerimônia marcada pela emoção e pela comoção nacional.

Diogo, de 28 anos, era atacante do Liverpool e integrante da seleção portuguesa. Seu irmão André, de 25, defendia o Penafiel, clube da segunda divisão portuguesa. Eles morreram na noite de quarta-feira (3), quando o carro em que estavam, uma Lamborghini, saiu da pista e pegou fogo em uma rodovia no noroeste da Espanha.

A despedida ocorreu na igreja matriz de Gondomar, oficiada pelo Bispo do Porto. A cerimônia antecedeu o sepultamento, realizado ainda neste sábado. Desde a chegada dos corpos a Portugal, na noite de quinta-feira, milhares de pessoas se mobilizaram para prestar homenagens. Os caixões foram recebidos com aplausos e emoção por moradores da cidade natal.

Presenças marcantes no adeus

Estiveram presentes ao funeral atletas, ex-companheiros e dirigentes de clubes europeus e da seleção portuguesa. Entre eles, o capitão do Liverpool, Virgil van Dijk, os jogadores Alexis Mac Allister, Conor Bradley e Federico Chiesa, e o ex-jogador James Milner. Representando o Al-Hilal, os portugueses Rúben Neves e João Cancelo viajaram direto dos Estados Unidos, onde disputavam o Mundial de Clubes, para se despedir dos amigos — Neves chegou a ajudar a carregar o caixão de Jota.

O técnico da seleção portuguesa, Roberto Martínez, também compareceu e fez um breve pronunciamento.

— Hoje foi uma demonstração para Diogo Jota e André Silva de que somos uma família, de que estamos todos juntos e de que somos Portugal — declarou.

Ausência de Cristiano Ronaldo repercute em todo o país

Apesar da presença de figuras importantes do futebol português, a ausência do capitão da seleção, Cristiano Ronaldo, foi notada e duramente criticada por fãs, jornalistas e comentaristas esportivos. CR7 não participou do velório na sexta-feira nem do funeral neste sábado.

Segundo jornais espanhóis, o astro estaria de férias com a família a bordo de um iate de luxo em Maiorca, na Espanha. A informação ampliou as críticas nas redes sociais e na imprensa portuguesa.

— Ele é o capitão da seleção portuguesa. Muitos esperavam que ele comparecesse. Diogo Jota fazia parte da seleção. Talvez haja alguns motivos que desconhecemos — afirmou o jornalista António Ribeiro Cristovão. — Ele tem que explicar o motivo. Ele tem essa responsabilidade. Ele é o capitão.

O comentarista esportivo Luís Cristovão classificou a ausência como “inexplicável”.

— Sendo inexplicável, qualquer justificativa ficará aquém da falha que ele cometeu com sua ausência — declarou.

Para Pedro Fatela, comentarista esportivo de televisão, o episódio deve repercutir nos próximos dias.

— Deve haver justificativas nos próximos dias. Saberemos por que Cristiano não pôde viajar a Gondomar para estar presente neste momento, mas ele é o capitão. Todos nós esperávamos, já que todos os técnicos e jogadores estavam lá, ter o capitão lado a lado com seus companheiros de equipe — afirmou.

Nas redes sociais, as críticas foram intensas. Fãs lamentaram o não comparecimento e cobraram explicações. Uma internauta escreveu: “Não quero acreditar que não estiveste. Não podias pensar em ti neste momento”. Outro acrescentou: “A ausência deles nesse momento doloroso foi gravíssima”.

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