Frio extremo no Rio: entenda por que 2025 entrou para a história

Levantamento do Inmet revela que a capital registrou 22 dias com máximas abaixo de 25°C, fenômeno que não acontecia desde 2006, impulsionado pela ausência do El Niño e entrada frequente de massas de ar frio.

O Rio de Janeiro está vivendo um inverno atípico e histórico. De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), entre 20 de junho e 11 de agosto, a capital registrou 22 dias com temperatura máxima abaixo dos 25°C — um feito que não ocorria desde 2006. A marca é resultado direto da ausência do fenômeno El Niño, que permitiu a entrada de várias massas de ar frio, muitas delas responsáveis por ondas de frio prolongadas.

A análise foi feita pela meteorologista Hana Silveira, da Climatempo, em parceria com o telejornal RJ2, da TV Globo. Segundo ela, a sequência de frentes frias foi determinante para manter as temperaturas mais baixas ao longo de várias semanas.

Além do frio constante, o inverno de 2025 também se destaca pela redução nos dias de calor intenso: apenas oito dias com termômetros acima dos 30°C, contra 22 no mesmo período do ano passado. As madrugadas, por sua vez, têm sido especialmente geladas, com cinco registros de mínimas de até 11°C — aproximando-se dos índices de 2021, ano marcado pela influência do La Niña.

Em julho, o Rio bateu seu recorde de temperatura mínima do ano, chegando a 10,1°C na estação de Jacarepaguá, na Zona Oeste. A ressaca também se fez presente, levando o mar para além das areias em alguns trechos do litoral.

Apesar da intensidade do frio, a tendência é de que as tardes comecem a esquentar gradualmente nos próximos dias, com a presença mais constante do sol e ventos menos intensos. Ainda assim, os cariocas já podem considerar 2025 como um dos invernos mais rigorosos das últimas duas décadas, que ficará marcado na memória e nos termômetros da cidade.

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