Frente Popular de Esquerda retira candidatura à prefeitura de Nova Friburgo com críticas à gestão estadual do PSOL

Coligação informou que decisões da direção regional do partido inviabilizaram chapa de Maria Amélia e Roberto Braga

A Frente Popular de Esquerda, composta pelo PSOL, Rede e PCB, anunciou na tarde desta terça-feira (13) a retirada das candidaturas de seus representantes à Prefeitura de Nova Friburgo, na Região Serrana.

A coligação havia oficializado Maria Amélia (PSOL) como candidata a prefeita e Roberto Braga (PSOL) como vice em uma convenção partidária realizada no dia 27 de julho.

Em um comunicado oficial divulgado nesta terça-feira, a Frente Popular esclareceu que a decisão foi motivada por uma determinação da direção estadual do PSOL, que, segundo a nota, inviabilizou as condições necessárias para a candidatura de Maria Amélia e Roberto Braga.

—”Após decisão da maioria da direção estadual do Partido Socialismo e Liberdade – PSOL, que inviabilizou as condições mínimas para que nossa candidatura a prefeita de Maria Amélia e do vice Roberto Braga pudessem se colocar na disputa política, não nos coube outra alternativa a não ser retirar a candidatura”, declarou a Frente Popular em nota publicada nas redes sociais.

O comunicado, assinado por Maria Amélia, pelo deputado federal Glauber Braga, e pela página oficial do PSOL de Nova Friburgo, expressa surpresa e descontentamento com a decisão do diretório estadual do PSOL, presidido pelo deputado estadual Flávio Serafini.

A Frente criticou a postura, classificando-a como antidemocrática e acusou a direção de reproduzir estruturas que tradicionalmente afastam as mulheres da política.

“A nossa Frente foi pega de surpresa, com decisões da maioria do diretório estadual do PSOL, que tem como presidente o deputado estadual Flávio Serafini, com medidas antidemocráticas que, na prática, inviabilizaram uma mulher de esquerda a exercer seu potencial político, reproduzindo os aparatos estruturais que de costume expulsam as mulheres da vida pública”, afirmou a nota.

A Frente Popular também enfatizou que a retirada da candidatura foi consequência de uma perseguição política decorrente de divergências internas sobre o perfil político e programático do PSOL. Apesar da retirada da candidatura ao Executivo municipal, a coligação garantiu a continuidade das candidaturas a vereadoras e vereadores.

Na noite de terça-feira (13), a Executiva Estadual do PSOL reagiu ao comunicado emitido pela Frente Popular, manifestando “espanto e indignação” com as declarações de Glauber Braga, Maria Amélia Curvello, e da página do PSOL de Nova Friburgo.

O PSOL-RJ abordou a questão dos recursos destinados a Nova Friburgo para as eleições 2024:

“A decisão da executiva destinou 10% a mais de recursos a Nova Friburgo do que nas últimas eleições, aprovou ainda recursos suplementares para viabilizar os programas de TV e obedeceu a critérios coletivamente debatidos para a distribuição dos recursos para as candidaturas em todo o Estado do Rio de Janeiro”.

A nota da Executiva Estadual do partido reiterou que “não há perseguição política, mas critérios discutidos, deliberados pela direção partidária com a presença de todos os setores e não contou com sequer um voto contrário”.

Com informações de Portal Multiplix

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