A tradicional “foto de família” marcou nesta segunda-feira (7) o encerramento simbólico da 17ª Cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro desde o fim de semana. O registro ocorreu no salão principal do Museu de Arte Moderna (MAM), reunindo 35 chefes de Estado e de governo — entre membros permanentes, países parceiros e convidados especiais.
Apesar da manhã chuvosa na capital fluminense, a decisão de fazer o retrato oficial em espaço interno já havia sido tomada durante a organização do evento, sem relação com o mau tempo. A imagem serviu também para corrigir a ausência da Arábia Saudita no primeiro clique oficial, feito no domingo (6), quando a delegação do país, embora confirmada, não compareceu. O ministro das Relações Exteriores saudita, Faisal bin Farhan Al Saud, não participou da abertura, e os motivos não foram divulgados.

Além dos membros plenos — Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã — participaram da fotografia representantes de nações parceiras como Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão, além de convidados institucionais, entre eles ONU, OMS, OMC, União Africana e o Banco de Desenvolvimento do Brics (NDB).
Na sequência da foto, os líderes se reuniram para uma sessão plenária com foco nos desafios globais da saúde e meio ambiente, temas que estarão no centro da COP-30, marcada para novembro em Belém (PA). O encontro reforçou o discurso de cooperação entre países do Sul Global, que buscam respostas coletivas e alternativas ao modelo multilateral atual.
Durante a plenária, também foram discutidas duas declarações temáticas: uma sobre o combate às mudanças climáticas e outra voltada à erradicação de doenças socialmente determinadas. Até o momento, apenas Cuba, Bolívia e Malásia formalizaram adesão a esses documentos, que devem ser consolidados ainda nesta segunda-feira.
Mais cedo, no domingo (6), os países divulgaram a declaração final da cúpula, um texto contundente em críticas ao sistema multilateral vigente. O documento pede reformas no Fundo Monetário Internacional (FMI), no Banco Mundial e no Conselho de Segurança da ONU. Também condena ataques contra o Irã — sem mencionar diretamente os Estados Unidos — e reafirma o apoio à criação de um Estado Palestino.
Lula encontra presidente cubano
O encerramento da agenda presidencial também acontece nesta segunda. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve fazer uma declaração à imprensa, almoçar com o presidente cubano Miguel Díaz-Canel e participar do Fórum Empresarial Brasil–Índia no Museu do Amanhã. O retorno de Lula a Brasília está previsto para as 17h.
Criado oficialmente em 2009, o Brics teve como fundadores Brasil, Rússia, Índia e China, com a África do Sul ingressando em 2010. A partir de 2024, o grupo passou a incorporar novos membros e hoje soma 21 países, com a missão de articular uma nova governança global a partir de países emergentes da América Latina, África, Ásia e Oceania.
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