O Exército de Israel iniciou uma série de ataques contra um subúrbio de Beirute, capital do Líbano, afirmando que o alvo é a infraestrutura do grupo xiita Hezbollah.
Antes dos bombardeios, as forças israelenses ordenaram a evacuação imediata da região, onde vivem mais de 1.500 pessoas. A determinação provocou pânico generalizado e congestionamentos nas principais vias da cidade.
Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não considera, neste momento, enviar tropas ao Irã.
Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o país está preparado para uma possível invasão terrestre por forças americanas.
Trump também declarou que pretende se envolver na escolha do novo líder do Irã. Segundo ele, o sucessor do regime não deve ser o filho do antigo líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
O presidente americano reconheceu que Mojtaba Khamenei ganhou força como possível sucessor, mas afirmou que a escolha precisa ser feita em conjunto para evitar que os Estados Unidos tenham de se envolver em outro conflito com o Irã dentro de cinco anos.
Durante um evento para receber o time de futebol Inter Miami, Trump comentou a operação militar no Oriente Médio.
O sexto dia de conflito foi marcado pela abertura de novos fronts de combate.
Pela primeira vez, o território do Azerbaijão foi atingido. Drones explodiram nas proximidades de um aeroporto e de uma escola.
O Irã negou envolvimento e afirmou que o ataque foi realizado por Israel. O governo do Azerbaijão — um dos maiores exportadores de petróleo e gás do mundo — prometeu responder.
O Bahrein, outro país do Oriente Médio que abriga uma base militar americana, também foi alvo de um ataque com mísseis iranianos. Os projéteis atingiram a principal refinaria do país, mas o incêndio foi controlado.
A Otan elevou o nível de alerta após a interceptação de um míssil iraniano no espaço aéreo da Turquia. O incidente não deixou vítimas.
Um ataque contra território de um país integrante da Otan pode acionar o mecanismo de defesa coletiva da aliança, envolvendo os 32 membros do bloco.
Nesta quinta-feira, a Organização Marítima Internacional, ligada à ONU, classificou o Estreito de Ormuz e os golfos Pérsico e de Omã como área de operações de guerra.
De acordo com a agência, cerca de 20 mil marinheiros e 15 mil passageiros de navios de cruzeiro estão retidos por causa do conflito.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter assumido controle total do Estreito de Ormuz e disse ter atingido um petroleiro americano no norte do Golfo Pérsico. A embarcação teria pegado fogo após o ataque.
Os Estados Unidos informaram que podem utilizar a Marinha para escoltar petroleiros na região, caso seja necessário.





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