Forças Armadas vão mobilizar 23 mil militares para reforçar segurança nas eleições em 600 municípios do país

Mobilização de integrantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica foi autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral

Após a autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o envio de forças federais com o objetivo de reforçar a segurança durante o primeiro turno das eleições em mais de 600 municípios do Brasil, as Forças Armadas anunciaram que mobilizarão 23 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

O Ministério da Defesa, que coordena o apoio das Forças Armadas à Justiça Eleitoral, informou que essa operação ocorrerá em 15 estados, com atuação tanto em segurança quanto em logística. Além do contingente de militares, o suporte incluirá 3.200 meios, como viaturas, embarcações, navios e aeronaves, para garantir o bom andamento das eleições.

Os estados que receberão o apoio das Forças Armadas são Rio de Janeiro, Amazonas, Acre, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Pará, Maranhão, Amapá, Piauí, Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraíba e Ceará.

 O envio de tropas federais ocorre quando um município informa à Justiça Eleitoral que não tem capacidade de garantir a normalidade do pleito com o efetivo policial local.

A cooperação das Forças Armadas inclui ainda a atuação, em conjunto com os órgãos de segurança pública, nos processos de segurança da votação e da apuração, operação denominada Garantia de Votação e Apuração (GVA).

Nesta quinta-feira, ao final da sessão de julgamentos, a presidente do TSE, Cármen Lúcia, voltou a falar sobre a importância de um pleito seguro e sem violência – temática que vem sendo a tônica do pleito municipal deste ano.

– Este é um momento de tranquilidade democrática, de civismo, de alegria. Não esperamos que haja prática de ofensas, de indiferenças, de não aceitação das diferenças – afirmou a presidente do TSE.

Segundo a ministra, a Corte adotou “todas as providências, inclusive as de prevenção, precaução, as cautelares” para garantir a realização de eleições livres.

– Tudo o que podia ser previsto foi previsto, medidas para que nada pudesse dificultar a locomoção e o livre acesso ao local de votação. Medidas administrativas, tecnológicas e judiciais foram adotadas – disse.

Com informações de O Globo.

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