Força Municipal: Promotores enviados oficialmente pelo MP deixam audiência ao ver colega também convidado para o debate

Promotor Eduardo Paes compõe a mesa de audiência pública sobre projeto de Paes para a GM ao invés de enviados do MP

Não bastou o promotor Eduardo Paes causar confusão na Câmara do Rio por ser homônimo do prefeito do Rio. Ele também provocou mal-estar no Ministério Público, órgão ao qual é vinculado, com direito à nota oficial. Presente na audiência pública que debateu os dois projetos sobre a Força de Segurança Municipal, o Paes, do MP, foi convidado diretamente pelo presidente da Comissão de Segurança Pública da casa, Rogério Amorim (PL). Só que Amorim também enviou uma convocação oficial ao próprio MP, que designou outros dois promotores para representar o órgão.

Ao chegar à Cinelândia e se depararem com o promotor Paes para compor a mesa de, digamos, poucos lugares extras, a dupla desistiu da participação do evento, deixando a explanação a cargo do xará do alcaide.

O que poderia ser um movimento discreto, deixou de ser após o MPE soltar nota oficial e, para deixar a situação mais evidente. Ao falar, o deputado federal General Pazuello (PL) fez um cumprimento especial a Paes, reconhecido pelo ex-ministro da Saúde de Bolsonaro como integrante de um grupo de estudo sobre Segurança Pública, junto com o próprio General e outros parlamentares, dentre eles, os irmãos Amorins.

O material foi divulgado quando ainda acontecia a audiência pública, certamente, quando o órgão foi acionado pela imprensa. O texto dizia:

“O procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, designou os promotores de Justiça Paulo Roberto Mello Cunha Júnior e Renata Cossatis para representar o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) na audiência pública na Câmara dos Vereadores do Rio, nesta quarta-feira (19/03), sobre o projeto de criação da segurança municipal do Rio de Janeiro. Os promotores designados, que falarão em nome da instituição, integram o Grupo Especializado em Segurança Pública (GAESP/MPRJ).”

Questionado, Rogério Amorim reconheceu que o convite se deu pela proximidade com o promotor Paes por causa do grupo de estudos e classificou o convite como “pessoal”. O líder do PL no Palácio Pedro Ernesto ainda descartou que a presença de Paes teria viés político.

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