A Força Municipal, divisão de elite da Guarda Municipal do Rio, oficializou a contratação de 72 vigilantes armados para atuar na proteção de suas instalações estratégicas. A medida foi homologada após pregão eletrônico e publicada no Diário Oficial do município.
A empresa vencedora da licitação foi a Lince Patrimonial, responsável por fornecer os profissionais que atuarão em regime de plantão de 12 horas. O custo estimado é de aproximadamente R$ 5,1 milhões por ano.
Os vigilantes terceirizados atuarão nas bases do Leblon, no Parque Piedade, no Parque Inhoaíba e na Academia da Força, localizada em Irajá, onde também ficam armazenadas as armas utilizadas pelos agentes da tropa.
Vigilância armada e controle de áreas sensíveis
Entre as atribuições dos contratados está o monitoramento das áreas de livre acesso e dos espaços restritos onde os armamentos são guardados ao término do expediente. O termo de referência do edital estabelece atenção redobrada à movimentação suspeita nas proximidades das unidades.
O documento também determina que os vigilantes adotem medidas preventivas e repressivas diante de possíveis ameaças a servidores, funcionários e transeuntes, sempre conforme orientação da administração da corporação.
Apesar de estarem autorizados a portar arma de fogo, a orientação expressa é que o uso ocorra apenas como último recurso, em situações de legítima defesa própria, de terceiros ou para proteção do patrimônio público.
Estratégia para liberar agentes ao patrulhamento
Em nota, a Força Municipal informou que a contratação visa permitir que os agentes treinados se concentrem exclusivamente na atividade-fim: o policiamento ostensivo em áreas com altos índices de roubos e furtos.
A tropa passou por treinamento especializado ministrado pela Polícia Rodoviária Federal, como parte da preparação para atuar armada nas ruas da cidade. Ao todo, 600 agentes integrarão o efetivo operacional.
As equipes começarão a atuar inicialmente em 22 áreas previamente mapeadas pela prefeitura, consideradas críticas em relação a crimes contra o patrimônio. A lista oficial dos pontos será divulgada nos próximos dias.
Atuação temporária e critérios rigorosos
O secretário extraordinário de Segurança Urbana, Brenno Carnevale, explicou que a permanência dos agentes em cada área poderá durar até 90 dias, conforme análise de resultados e indicadores de criminalidade.
O edital estabelece critérios rigorosos para os vigilantes contratados. É exigido que sejam brasileiros natos ou naturalizados, tenham pelo menos 21 anos e não possuam antecedentes criminais por crimes dolosos.
Além disso, devem estar aptos a operar armamento com eficiência, realizar rondas internas e externas, monitorar câmeras de CFTV e totens com reconhecimento facial, coibir aglomerações e comunicar imediatamente qualquer situação de risco às autoridades responsáveis.
Com a medida, a Prefeitura do Rio reforça a estrutura de apoio à nova tropa armada da Guarda Municipal, apostando na combinação entre vigilância patrimonial terceirizada e atuação ostensiva direta nas ruas para enfrentar os índices de roubos e furtos na cidade.





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