Condenada a 50 anos de prisão por ser mandante do assassinato do marido, a ex-deputada federal e pastora gospel Flordelis dos Santos conseguiu reduzir parte da pena por meio de leitura e estudo dentro do presídio. O benefício, previsto na Lei de Execução Penal, cortou sete meses e oito dias da sentença original. A informação é do colunista Tácio Lorran.
Desde 2021, Flordelis cumpre pena no Complexo de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio. Segundo registros, já foram nove livros lidos — com resenhas entregues — e cinco cursos finalizados, que vão de teologia a automaquiagem. Pelas regras, cada atividade comprovada pode garantir dias a menos na prisão. No caso dela, o saldo foi de 142 dias descontados dos mais de 2.190 a que foi sentenciada.
Flordelis foi condenada em novembro de 2022 por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, uso de documento falso e associação criminosa armada. O assassinato do pastor Anderson do Carmo aconteceu em junho de 2019, na garagem da casa da família, em Niterói, e chocou o país: o pastor foi executado a tiros. À época, a pastora chegou a dizer que o marido havia sido vítima de latrocínio — versão desmontada pelas investigações, que apontaram a própria ex-parlamentar como mentora do crime.
O caso também levou à cassação do mandato de Flordelis, à prisão preventiva e a um processo que envolveu outros membros da família. Entre os condenados estão a filha Simone dos Santos Rodrigues, sentenciada a 31 anos; Flávio dos Santos Rodrigues, filho biológico, que pegou 33 anos e dois meses por atirar no padrasto; e Lucas Cézar dos Santos Souza, condenado a sete anos e meio por comprar a arma usada no assassinato.
Os filhos afetivos de Anderson e Flordeslis, André Oliveira e Marzy Teixeira da Silva, chegaram a ser citados no processo que condenou a mãe, mas foram absolvidos filhos, assim como a neta Rayane Oliveira.






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