A partida entre Independiente Medellín e Flamengo, válida pela quarta rodada da fase de grupos da Copa Libertadores da América 2026, foi suspensa na noite desta quinta-feira (07) após uma série de protestos e confusões provocadas por torcedores colombianos no Estádio Estádio Atanasio Girardot.
Segundo relatos e imagens divulgadas nas redes sociais, torcedores locais invadiram o gramado e passaram a arremessar objetos em direção ao campo, incluindo barreiras metálicas e pedras. O tumulto provocou interrupção imediata da partida e levou jogadores e integrantes das comissões técnicas das duas equipes a deixarem o gramado por questões de segurança.
Clima de tensão
O confronto era considerado decisivo para o Flamengo no Grupo A da Libertadores. O Rubro-Negro buscava encaminhar a classificação para a próxima fase da competição continental jogando fora de casa.
Antes mesmo de iniciar a partida, o ambiente no estádio ficou hostil após protestos de torcedores do Medellín. Vídeos publicados por perfis esportivos mostraram pessoas entrando no campo e lançando objetos em direção ao gramado e às áreas próximas dos bancos de reservas.
A situação gerou correria entre seguranças e funcionários do estádio.
O jogo foi paralisado com menos de dois minutos de bola rolando após o início de uma grande confusão nas arquibancadas. Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram torcedores do Medellín invadindo o gramado e arremessando objetos, incluindo barreiras metálicas, em direção ao campo.
Também houve registros de fogo nas arquibancadas, explosões de bombas e confrontos em meio ao protesto da torcida local, que demonstrava revolta com a crise vivida pelo clube colombiano dentro e fora de campo.
Diante da situação, jogadores e integrantes das comissões técnicas das duas equipes deixaram imediatamente o gramado e foram levados aos vestiários por questões de segurança.
Partida suspensa
Após o agravamento da confusão, a arbitragem decidiu interromper a partida. Em seguida, atletas do Flamengo e do Medellín foram conduzidos aos vestiários enquanto a segurança tentava controlar os protestos nas arquibancadas.
Com a paralisação superior a 45 minutos e diante da falta de segurança, a diretoria do Flamengo passou a atuar nos bastidores junto à CONMEBOL para pedir o cancelamento definitivo da partida. A Confederação Brasileira de Futebol também entrou na articulação e reforçou o pedido à entidade sul-americana.
Até o momento, a CONMEBOL ainda avalia se existem condições para retomada da partida ou se o confronto será oficialmente suspenso. Assista:
Segurança preocupa
As cenas registradas no Atanasio Girardot rapidamente repercutiram nas redes sociais e geraram preocupação entre torcedores brasileiros e colombianos.
A invasão de campo e o arremesso de barreiras metálicas e pedras levantaram questionamentos sobre o esquema de segurança montado para a partida da Libertadores.
Até a última atualização, não havia confirmação oficial sobre feridos ou danos mais graves dentro do estádio.
Flamengo quer W.O.
Nos bastidores, o Flamengo passou a defender que a partida seja oficialmente cancelada e homologada com vitória rubro-negra por W.O.
O clube argumenta que não existem condições esportivas e de segurança para continuidade do confronto. Além disso, a equipe descarta voltar a campo nesta sexta-feira, principalmente por causa do calendário apertado. O Flamengo enfrenta o Grêmio no domingo, pelo Campeonato Brasileiro, em Porto Alegre.
Segundo o regulamento disciplinar da Conmebol, quando um clube é considerado responsável pela suspensão definitiva de uma partida, o adversário pode ser declarado vencedor pelo placar de 3 a 0.
Regulamento em jogo
A Conmebol prevê diferentes protocolos em casos de paralisação prolongada. Em situações graves, as equipes podem ser retiradas de campo e levadas aos vestiários enquanto a segurança é reavaliada.
No entanto, a decisão final dependerá do relatório da arbitragem, do delegado da partida e posteriormente do julgamento disciplinar da entidade sul-americana.
Além do possível W.O. favorável ao Flamengo, o Independiente Medellín poderá sofrer outras punições, como multas, perda de mando de campo e jogos com portões fechados.
Segundo informações locais, a polícia colombiana já havia sugerido que a partida fosse realizada sem público por causa do clima de tensão envolvendo o clube, mas a recomendação teria sido recusada pela diretoria do Medellín.




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