A situação de Marcos Rojo mantém em aberto uma disputa jurídica envolvendo Flamengo e Estudiantes após a semifinal da Libertadores. O clube rubro-negro e a Conmebol cobram agilidade da Corte Arbitral do Esporte (CAS) para a definição do julgamento sobre a escalação, supostamente irregular, do zagueiro argentino, que atuou no jogo de volta, no Maracanã, em 22 de outubro.
O Estudiantes tinha até esta segunda-feira (26) para apresentar sua defesa ao tribunal. O CAS havia autorizado provisoriamente a participação do jogador na partida, mas não garantiu que o clube argentino estaria livre de eventuais sanções caso a decisão definitiva reconheça a irregularidade da escalação.
CAS autorizou a participação de Rojo sem garantir imunidade
Marcos Rojo foi contratado pelo Estudiantes no início de outubro, mas teve a inscrição rejeitada para a semifinal da Libertadores e não participou do jogo de ida. Diante da situação, o clube argentino recorreu ao CAS, que autorizou a presença do defensor no confronto de volta, disputado no Maracanã.
A Conmebol não havia sido favorável à escalação do jogador, mas acatou o entendimento da instância arbitral superior. O Flamengo, por sua vez, contestou a participação do zagueiro e apresentou manifestação oficial dentro do prazo previsto no regulamento, de até 24 horas após o encerramento da partida.
O documento inicial do CAS, recebido pelo Flamengo e consultado pelo jornal O Globo, mostra que o Estudiantes apresentou dois pedidos: autorização para utilizar Rojo e garantia de que não sofreria eventuais punições pela escalação.
O primeiro pedido foi aceito. O segundo, porém, não recebeu a proteção pretendida pelo clube argentino. A decisão teve caráter provisório, sem assegurar imunidade contra uma possível sanção posterior.
O que diz o parecer sobre o risco de punição
No parecer, o CAS considerou que a participação provisória de Rojo não comprometia, por si só, a integridade da competição. O tribunal também ressaltou que não cabia antecipar uma decisão sobre uma eventual punição ainda não aplicada.
O entendimento deixou claro que a autorização para o jogador atuar não representava uma garantia de que sua escalação seria considerada regular no julgamento definitivo.
O documento também destacou que caberia ao Estudiantes e ao próprio atleta avaliar os riscos envolvidos caso a decisão final não confirmasse a elegibilidade do defensor.
Flamengo já havia contestado a escalação antes do jogo
No dia 21 de outubro, véspera da partida de volta, o Flamengo enviou um documento ao CAS para registrar sua posição contrária à utilização de Rojo. O clube sustentou que uma eventual participação do zagueiro deveria ocorrer por conta e risco do Estudiantes.
Na manifestação, o rubro-negro preservou o direito de apresentar uma reclamação por escalação irregular, com base no artigo 24.1.b do Código Disciplinar da Conmebol, e de solicitar as consequências esportivas previstas em uma decisão final.
O Estudiantes incluiu no processo os outros três semifinalistas da Libertadores — Flamengo, Palmeiras e Fluminense —, que acompanham as notificações relacionadas ao caso.
Final da Libertadores segue com incerteza jurídica
O Palmeiras já está garantido na decisão da Libertadores, marcada para 28 de novembro, em Montevidéu, no Uruguai. A expectativa dos envolvidos é que o CAS conclua o julgamento a tempo de esclarecer se o caso Rojo poderá provocar mudanças na definição dos finalistas.
A Conmebol ainda não anunciou a abertura da venda de ingressos para os clubes envolvidos na decisão, e o site da entidade não apresentava data e horário confirmados para a partida. Uma reunião entre a confederação e o Estudiantes estava prevista para terça-feira (27), com o objetivo de tratar da comercialização de ingressos para sócios.
Segundo a imprensa argentina, o Estudiantes acredita que o parecer inicial do CAS foi suficiente para afastar o risco de punição e que o resultado obtido em campo não será alterado. O Flamengo, por sua vez, mantém a contestação e aguarda a decisão definitiva do tribunal.







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