O Flamengo foi condenado, em primeira instância, a reintegrar o ex-segurança Benedito Ferreira ao seu quadro de funcionários no prazo de cinco dias e a pagar uma indenização de, no mínimo, R$ 600 mil. A decisão da Justiça do Trabalho foi publicada nesta quinta-feira (3).
Benedito ficou conhecido por atuar no resgate das vítimas do incêndio no Ninho do Urubu, ocorrido em fevereiro de 2019, que causou a morte de dez jovens atletas das categorias de base do clube. Segundo a sentença, o Flamengo deverá pagar R$ 100 mil por danos morais, R$ 500 mil por danos materiais, além de uma pensão vitalícia ao ex-funcionário até os 78 anos.
O processo foi aberto após sua demissão, em agosto do mesmo ano da tragédia. Na ação, Benedito reivindicou direitos trabalhistas, previdenciários e cíveis, solicitando uma indenização de R$ 2,5 milhões. À época, o clube afirmou que “não existe um motivo especial para a demissão e que ele recebeu todos os direitos trabalhistas”.
Um dos principais pontos da ação é a alegação de que o clube não teria comunicado ao INSS o afastamento do trabalhador em razão do trauma sofrido no episódio. Laudo pericial anexado ao processo indica que Benedito desenvolveu transtorno depressivo, transtorno de adaptação e transtorno de pânico, com agravamento do quadro e ideação suicida.
Até a publicação desta matéria, o Flamengo ainda não havia se manifestado sobre a decisão, confirmada pelo portal Metrópoles.





