Os episódios de violência entre torcedores de Fluminense e Boca Juniors em Copacabana nos últimos dias levaram os organizadores da final da Taça Libertadores da América a realizar uma reunião de emergência nesta sexta-feira (3), quando ficou decidido que a partida está mantida para este sábado (3), com uma série de medidas de segurança para evitar novos confrontos.
Após a reunião, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, disse que o jogo começara às 17h, como previsto. Também participaram da reunião os presidentes da Conmebol, entidade promotora do campeonato, representantes dos clubes e da Federação Argentina.
– Vai ser exatamente com o público às 17 horas e a gente espera que essa paz que foi solicitada possa reinar antes da partida, durante a partida e após a partida para que não possa trazer nenhum tipo de consequência – disse Ednaldo.
Os presidentes do Fluminense e do Boca Juniors gravaram um vídeo pedindo para que suas torcidas fiquem em harmonia.
O presidente da CBF disse também que o governador Cláudio Castro confirmou que haverá aumento no policiamento:
– O governador deu todas as garantias com relação à segurança, tanto que muitos daqueles que estavam já de férias, eles tiveram que retornar das férias pra que pudesse aumentar ali a segurança. E isso já está sendo visto, disse que exatamente nesse momento muitos policiais estão ali em Copacabana e como vai ter muitos policiais as áreas onde as duas torcidas vão estar fazendo suas comemorações.
O comandante do Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios (Bepe) da Polícia Militar afirmou que a escolta de torcedores de torcidas organizadas de Fluminense e Boca Juniors vai ser feita por integrantes das forças especiais da PM:
“O Bepe já tem uma expertise, uma das nossas funções é fazer essa escolta. Já tem um planejamento para fazer a escolta desde o ponto de origem até o Maracanã”, disse Vagner Ferreira.
Cerca de 7 mil PMs estão mobilizados para o evento, com mais de 2,2 mil apenas no perímetro do estádio, incluindo agentes dos Batalhões de Choque e de Operações Especiais, além do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão. E o comandante já alertou: sem ingresso, nenhum torcedor chega perto do Maracanã.
“A gente tem 30 bloqueios. Qualquer tipo de torcedor precisa ter o ingresso. Caso não tenha o ingresso, não vai acessar esse perímetro”, garantiu Ferreira, que deu as orientações para os torcedores de Boca Juniors e Fluminense.
“A orientação é chegar com antecedência. Os portões vão estar abertos a partir das 13h. A maneira ideal de chegar ao estádio é de metrô e trem”, pontuou.
Sete torcedores argentinos e dois brasileiros foram detidos e levados para a 13ª DP (Ipanema) após dois momentos de confusão, na tarde e na noite de quinta-feira (2). Um torcedor chegou a se filmar enquanto agredia um torcedor argentino.
Na primeira, uma confusão com policiais na orla da praia de Copacabana na noite desta quinta-feira terminou com cinco argentinos e um brasileiro detidos.
No entanto, ninguém ficou preso. Segundo um argentino, que não chegou a ser detido, eles estavam próximos ao Hotel Othon Palace quando policiais chegaram jogando bombas de gás lacrimogênio.
O estrangeiro afirma que não havia confusão, nem torcedores rivais no local. Eles tentaram se proteger no hotel, mas foram detidos e levados para a delegacia.
Uma torcedora argentina chegou a desmaiar durante a confusão e outras pessoas tiveram ferimentos leves.
De lá, foram encaminhados para a Delegacia de Atendimento ao Turismo (Deat) e liberados.
A Polícia Militar afirma que havia uma confusão entre torcedores e que usou os meios necessários para conter. Segundo a corporação, o policiamento foi reforçado em toda a orla.
Horas antes, dois argentinos e um brasileiro foram levados para a 12ª DP (Copacabana). Um dos turistas era suspeito de racismo, mas a vítima não quis registrar a queixa e todos foram liberados.
Ao todo, durante esta quinta (2), doze torcedores foram levados para delegacias no Rio por causa de brigas de torcida.
Com informações de O Globo e g1





