O ato de filiação de Rodrigo Bacellar ao União Brasil reuniu políticos de todos os matizes ideológicos do Rio. Poucas vezes se viu na política fluminense consenso tão amplo como o que formou para celebrar o ingresso do presidente da Alerj na legenda. Congregou de bolsonaristas, como o deputado Alexandre Ramagem (PL), a petistas, da estirpe de Lindbergh Farias (PT). Estiveram presentes também o prefeito Eduardo Paes, o governador Cláudio Castro e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
O ecumenismo das presenças ajuda a dimensionar a liderança do presidente da Alerj. Fizeram também parte do grupo de estrelas políticas presentes os ministros das Comunicações, Juscelino Filho, e do Turismo, Celso Sabino, o líder do PP na Câmara dos Deputados, Dr. Luizinho (PP) , o deputado Pedro Paulo (PSD), o ex-prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT) e o secretário de Assuntos Federativos de Lula, André Ceciliano.
A diversidade ideológica despertou combustão espontânea. Os conservadores, liderados por militantes próximos a Rodrigo Amorin, vaiaram o prefeito Eduardo Paes quando lhe foi dada a palavra. Coube ao governador Cláudio Castro fazer uma reprimenda aos militantes bolsonaristas mais aguerridos.
“Todos nós viemos aqui celebrar Rodrigo Bacellar. Gostaria que ninguém fosse vaiado. Vamos deixar esse tipo de manifestação para as eleições”, pediu.
Num movimento midiático para marcar posição, os bolsonaristas resolveram deixar o palco quando Eduardo Paes começou a falar. No grupo, estavam os deputados estaduais Filippe Poubel (PL), Alan Lopes (PL), Rodrigo Amorim (União), Thiago Gagliasso (PL) e o federal Otoni de Paula (MDB).
Como demonstração de força, a solenidade contou ainda com o secretário-geral da sigla, ACM Neto, e o presidente eleito, Antônio Rueda, que viveu nas últimas semanas uma guerra interna com o atual presidente, Luciano Bivar. O ato nesta quinta ilustrou o isolamento de Bivar ao reunir as principais figuras nacionais do partido.
Marcaram presença ainda o líder do partido na Câmara dos Deputados, Elmar Nascimento (BA); o líder no Senado, Efraim Filho (PB); e os ministros Celso Sabino (Turismo) e Juscelino Filho (Comunicações). Dezenas de deputados federais e estaduais de diferentes matizes políticos, incluindo da esquerda, também compareceram.
— Olho para trás e só vejo cacique nacional aqui nesse palco. Gente que tem bagagem. Só posso acreditar que meu rápido crescimento foi por caráter e posicionamento — afirmou o presidente da Alerj.





